O Papa: a lógica cristã segue “a loucura da cruz”

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14 Setembro 2018

O estilo de quem acredita em Cristo é a misericórdia. É o amor pelo próprio inimigo. Claro, não é fácil, mas leva à felicidade. Foi o que afirmou o Papa Francisco na missa matutina de hoje, quinta-feira, 13 de setembro de 2018, na capela da Casa Santa Marta. O Pontífice, segundo mencionou o sítio Vatican News, animou para o seguimento da lógica do cristão, que é a da “loucura da cruz”.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por Vatican Insider, 13-09-2018. A tradução é do Cepat.

O Papa Francisco esclarece mais uma vez as características distintivas do “estilo cristão”, a partir do Evangelho de Lucas de hoje (Lc 6, 27-38). O Senhor, especifica o Pontífice, sempre nos mostra como deveria ser “a vida de um discípulo”, através, por exemplo, das Bem-Aventuranças ou das Obras de Misericórdia.

De uma maneira particular, a liturgia de hoje se centra em “quatro detalhes para viver a vida cristã”: “amar seus inimigos, fazer o bem àqueles que vos odeiam, abençoar aqueles que vos amaldiçoam, rezar por aqueles que vos tratam mal”. Em sua homilia, o Papa Bergoglio destaca que os cristãos nunca devem entrar “no mexerico” ou “na lógica dos insultos”, que a única coisa que gera é a “guerra”. Ao contrário, o Papa exorta a sempre buscar tempo para “orar pelas pessoas incômodas”.

“Este é o estilo cristão. Esta é a forma de vida cristã. Mas, se não faço estas quatro coisas: Amar os inimigos, fazer o bem àqueles que me odeiam, abençoar aqueles que me amaldiçoam e rezar pelos que me tratam mal, não sou cristão? Sim, você é cristão porque recebeu o batismo, mas não vive como um cristão. Vive como um pagão, com o espírito da mundanidade”.

É verdade que é mais fácil “falar pelas costas dos inimigos ou dos que são de um partido diferente”, mas a lógica cristã vai contracorrente e segue a “loucura da Cruz”. O objetivo final, acrescenta o Papa Francisco, “é chegar a se comportar como filhos de nosso Pai”.

“Só os misericordiosos se assemelham a Deus Pai. ‘Seja misericordioso, como seu Pai é misericordioso”. Este é o caminho, o caminho que vai contra o espírito do mundo, que pensa o contrário, que não acusa os outros. Porque entre nós está o grande acusador, o que sempre nos acusa diante de Debus, para nos destruir. Satanás: ele é o grande acusador. E quando entro nesta lógica de acusar, amaldiçoar, procurar fazer mal ao outro, entro na lógica do grande acusador que é destruidor. Quem não conhece a palavra “misericórdia”, não a conhece porque nunca a viveu”.

A vida, portanto, oscila entre dois convites: o do Pai e o do “grande acusador”, “que nos impele a acusar os outros, para destrui-los”.

“Mas, é ele quem me está destruindo! E você não pode fazer isso ao outro. Não pode entrar na lógica do acusador. “Mas padre, eu devo acusar”. Sim, acuse a você mesmo. Fará bem a você. A única acusação lícita que nós cristãos temos é acusar a nós mesmos. Para os outros, só a misericórdia, porque somos filhos do Pai que é misericordioso”.

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