Generais reprimem Trump em relação à guerra com o Irã

Foto: Fotos Públicas | Whitehouse

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10 Agosto 2026

Para o chefe das forças armadas, Caine, não é possível vencer apenas com as bombas: são necessárias negociações. Mas há um impasse em relação a Ormuz.

A informação é de Fabio Tonacci, publicada por La Repubblica, 09-08-2026.

Apenas Trump continua a defender a retomada da guerra com o Irã como uma opção válida, eficaz e viável. Líderes militares, segundo a CNN, estão buscando uma saída para o atoleiro do Oriente Médio no qual o magnata os arrastou. O chefe do Estado-maior Conjunto, general John Daniel Caine, vem dizendo a seus assessores na Casa Branca há semanas: "uma saída" é necessária, porque a escalada do conflito — uma possibilidade em discussão, dado o impasse nas negociações de cessar-fogo e o bloqueio do Estreito de Ormuz — poderia se voltar contra os Estados Unidos. Além disso, observou Caine, os objetivos estratégicos estabelecidos por Trump não podem ser alcançados apenas com a força de ataques aéreos.

O alerta do general, revelado pela emissora americana que conversou com três fontes qualificadas, é compartilhado por outros comandantes. Segundo relatos, Caine discutiu o assunto com o diretor da CIA, John Ratcliffe, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o vice-presidente, J.D. Vance. A reação deles não está clara, já que oficialmente todos são apoiadores ferrenhos das escolhas de Trump. O porta-voz de Caine se recusou a comentar o que chamou de "descrições anônimas e tendenciosas de discussões nas quais as fontes não participaram". A Casa Branca simplesmente reiterou sua mais alta estima pelo general.

No entanto, em Ormuz, petroleiros ainda estão presos. E aqueles que tentam passar são bombardeados, como aconteceu ontem com um petroleiro dos Emirados Árabes Unidos. O Irã e Omã sinalizaram estar próximos de um acordo sobre a gestão do Estreito, mas o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, condicionou a reabertura a "outras condições", incluindo indenização dos Estados Unidos. O conselheiro de assuntos internacionais do Líder Supremo iraniano pediu que os EUA e Israel se retirem da região. "A derrota dos Estados Unidos e do regime sionista fortaleceu a convicção de que as forças estrangeiras, principal causa da insegurança, devem deixar a região", afirmou Ali Akbar Velayati.

A mídia estatal iraniana também divulgou um vídeo sem data de Mojtaba Khamenei, que não aparece em público desde que assumiu o mais alto cargo político e religioso do país. As imagens o mostram dando uma aula religiosa, mas parecem datar de um período anterior à guerra. Certamente não será suficiente para dissipar os rumores de que ele está perto da morte e, portanto, incapaz de ditar ordens aos líderes da República Islâmica.

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