07 Julho 2026
“Quer haja condenação ou não, essas consagrações são necessárias e boas, diante de uma crise na Igreja que continua a se agravar”, afirmam em um artigo.
A reportagem é de José Lorenzo, jornalista espanhol, publicada por Religión Digital, 06-07-2026.
Ordenação de bispos lefebvrianos | FSSPX
“Quer haja condenação ou não, essas consagrações são necessárias e boas, diante de uma crise na Igreja que continua a se agravar”, afirmam em um artigo.
O impacto da excomunhão após as consagrações episcopais sem mandato pontifício em 1º de julho em Écône continua sendo analisado no âmbito da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) e de sua comunidade tradicionalista, como se reflete neste parágrafo de um artigo em seu site com o título inequívoco "Não há motivo para preocupação".
E não há nenhuma, segundo o autor, porque, na Igreja Católica “desde o Concílio Vaticano II um fogo foi desencadeado pela introdução de novas doutrinas que são manifestamente prejudiciais à fé”, circunstância para a qual “a necessidade dispensa a lei”.
Arranjo "cismático" de lefebvrianos em Écône | FSSPX
Esta é uma declaração contundente daqueles que consideram a obediência à lei um imperativo categórico, que justificam com um exemplo que poderia facilmente ter o efeito contrário: “Quando uma casa está em chamas numa rua de sentido único, os bombeiros já não se preocupam muito com a proibição de conduzir na contramão. Eles atendem primeiro à emergência para salvar vidas.”
“Assim, quando alguns lhes dizem: ‘Vocês devem morrer queimando, porque extinguir o fogo espiritual que está destruindo suas almas vai contra o direito canônico’, eles têm toda a razão em responder, sem medo — e esta é a resposta de nossos superiores ao decidirem sobre esta cerimônia de consagração: há um fogo; quando as almas podem ser salvas, é preciso intervir, mesmo que isso aparentemente obrigue a ir na direção oposta. Agir de outra forma seria irracional”, explica o autor, refutando também a alegação de que a FSSPX rompe a comunhão ou afasta os fiéis da Igreja.
Ordenação de bispos lefebvrianos
“A participação na Fraternidade Sacerdotal São Pio X os afastou da Igreja? Os levou a amar menos a Igreja Católica e a se tornarem membros de outra Igreja? Não. De forma alguma”, afirma ele com absoluta certeza. “E, por quase quarenta anos, os bispos da Fraternidade nunca agiram como se fossem uma hierarquia que substituísse a da Igreja”, acrescenta, também sem qualquer sombra de dúvida.
“Bem”, conclui ele, “essa situação não vai mudar com essas consagrações de 2026. Será a mesma desde 1988, simplesmente com alguns bispos mais jovens, para continuar, enquanto durar a crise na Igreja, garantindo-lhes os meios de santificação a que têm direito.”
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