21 Mai 2026
Não apenas um "acolhimento", mas um reconhecimento: o bispo de Albano, na Itália, Vincenzo Viva, pediu a plena integração dos católicos LGBTQ+ na Igreja. "Acolhimento implica que alguém vem de fora e é recebido pela generosidade de outros. Mas, como membros batizados, ninguém é convidado nesta Igreja", explicou Viva. Ao mesmo tempo, ele falou sobre os temores e preconceitos persistentes em torno do assunto.
A informação é publicada por Katholisch, 20-05-2026.
O discurso foi proferido durante uma vigília de oração diocesana organizada pela iniciativa católica italiana LGBTQ La Tenda di Gionata. Em suas palavras iniciais, o Bispo Viva lamentou a contínua exclusão e a violência de gênero. "Ainda há muitos que não enxergam a pessoa, mas sim um desvio, uma 'falha na criação', uma ameaça, um problema", disse o bispo.
Bispo com raízes em Frankfurt
Ao mesmo tempo, Viva expressou sua esperança de que tais vigílias de oração um dia não fossem mais necessárias. Ele desejava "de todo o coração" que esta fosse, idealmente, a última vigília de oração para superar a homofobia. Não porque envergonhasse alguém ou causasse mal-entendidos, mas porque o dia em que tais vigílias não fossem mais necessárias seria "o dia em que cada pessoa seja reconhecida como parte viva, original e insubstituível do corpo de Cristo, sem ter que fingir ou se esconder".
Viva, bispo romano com raízes em Frankfurt, foi nomeado bispo de Albano pelo Papa Francisco em 2021. Fundada no século IV, a diocese é uma das dioceses suburbicárias que circundam Roma. Embora os cardeais ainda detenham o título de bispo nessas dioceses suburbicárias, a liderança pastoral é confiada a um bispo diocesano desde 1962. Este ofício é atualmente exercido em Albano pelo bispo ítalo-alemão Viva. Em janeiro, ele foi o celebrante principal e pregador da tradicional Missa de Carlos Magno na Catedral de Frankfurt.
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