As 10 principais conclusões de um relatório sobre os 400 homens que se tornarão padres nos EUA em 2026

Foto: Pexelshot/Canva

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25 Abril 2026

Nesta primavera, os EUA verão mais de 400 homens ordenados ao sacerdócio, tanto diocesano quanto de ordens religiosas.

A reportagem é de Gina Christian, publicada por America, 23-04-2026. 

Qual é o perfil da geração mais recente de padres nos EUA e quais fatores moldaram sua vocação? Para descobrir, a OSV News analisou dados do Estudo da Turma de Ordenação de 2026, conduzido pelo Centro de Pesquisa Aplicada no Apostolado (CARA) da Universidade de Georgetown.

O relatório anual, supervisionado pelo CARA desde 2006, é encomendado pela Comissão para o Clero, Vida Consagrada e Vocações da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA (USCCB).

Dos 428 seminaristas convidados a participar da pesquisa realizada entre 12 de fevereiro e 20 de março, 334 (78%) responderam ao CARA.

Tal como nos anos anteriores, as últimas conclusões, anunciadas pela USCCB num comunicado de imprensa de 21 de abril, surgem antes do Dia Mundial de Oração pelas Vocações, celebrado no Quarto Domingo da Páscoa (26 de abril), também conhecido como Domingo do Bom Pastor na Igreja Latina. A passagem do Evangelho (Jo 10,1-10) para a Missa destaca o papel de Jesus como o Bom Pastor.

Aqui estão os 10 principais pontos a serem destacados no relatório do CARA:

1. Dezesseis anos é a idade média para começar a considerar a vocação sacerdotal.

Aproximadamente metade dos entrevistados disse que tinha entre 3 e 16 anos quando considerou o sacerdócio pela primeira vez, e a outra metade entre 16 e 51 anos, resultando em uma média de 16 anos.

Mas essa idade era ligeiramente superior para aqueles que estavam prestes a ser ordenados sacerdotes em ordens religiosas, que normalmente tinham 18 anos quando começaram a considerar a vocação. Metade desse grupo tinha entre 3 e 19 anos, e a outra metade entre 19 e 39 anos.

Mais de um terço (39%) dos candidatos ao sacerdócio começaram a considerar o sacerdócio ainda na escola primária, entre os 6 e os 13 anos de idade.

2. Os padres mais novos terão, em sua maioria, pouco mais de 30 anos na época de sua ordenação.

A atual turma de seminaristas terá, em média, 33 anos quando for ordenada, sendo metade entre 26 e 31 anos e a outra metade entre 31 e 75 anos.

Quase metade (49%) dos seminaristas deste ano têm 30 anos ou menos, sendo que 38% têm entre 31 e 40 anos. Este último grupo etário representa 59% dos seminaristas de institutos religiosos, em contraste com 33% dos seus homólogos diocesanos — uma diferença que o CARA considerou “estatisticamente significativa”.

A maioria dos candidatos ao sacerdócio (62%) se identificou como branca, com 17% se identificando como hispânicos ou latinos, 11% como asiáticos ou das ilhas do Pacífico, 5% como negros ou afro-americanos e 2% indicando outra etnia.

3. Mais de 25% dos alunos da turma deste ano nasceram fora dos EUA.

Mais de um quarto da turma de ordenação deste ano nasceu fora dos EUA. Dos participantes da pesquisa, 26% disseram ter nascido fora dos EUA, sendo os países mais comuns o Vietnã (5%), o México (3%) e a Colômbia (2%). O CARA observou que a turma de 2026 era composta por pessoas de 30 países diferentes.

4. A adoração eucarística, o rosário e os grupos de oração/estudo bíblico estão no topo da lista de práticas de oração antes do seminário.

A maioria dos entrevistados — 81% no total — afirmou dedicar tempo à oração diante do Santíssimo Sacramento. Os seminaristas diocesanos foram um pouco mais propensos a citar a adoração eucarística (83%) do que seus colegas de ordens religiosas (75%), mas a prática foi majoritária em ambos os grupos.

Logo atrás da adoração veio o rosário — 79% no geral, com 81% dos entrevistados da diocese e 70% das ordens religiosas citando a devoção.

Grupos de oração e estudos bíblicos foram mencionados por pouco mais da metade (52%) dos entrevistados, sendo que os membros de ordens religiosas (59%) foram mais propensos a citar essas práticas do que os seminaristas diocesanos (50%).

De um modo geral, a lectio divina (48%), os retiros do ensino médio (44%) e os retiros universitários (29%) também se mostraram formativos.

5. A maioria dos alunos da turma deste ano já havia sido coroinha antes de entrar no seminário.

A maioria dos entrevistados (79%) afirmou ter sido coroinha antes de ingressar no seminário, sendo que 81% dos participantes diocesanos e 72% dos participantes de ordens religiosas citaram esse ministério.

Os membros da turma de ordenação também atuaram como leitores (49%), ministros extraordinários da Sagrada Comunhão (35%), ministros universitários ou da juventude (34%) e catequistas (32%).

6. Pelo menos uma pessoa os encorajou a considerar o sacerdócio — e geralmente era um pároco.

Quase todos (92%) os ordenados deste ano disseram ter sido encorajados por pelo menos uma pessoa a considerar a carreira sacerdotal. No geral, 70% dos entrevistados disseram que essa pessoa era um pároco, seguido por um amigo (49%), mãe (46%), membro da paróquia (44%) e pai (37%).

Menos da metade (41%) foram desencorajados a entrar no seminário por outro membro da família (22%), amigos ou colegas de classe (17%), mãe ou pai (12% cada).

7. A maioria dos novos padres vem de lares católicos com dois pais e vários irmãos, e foram batizados na fé católica quando bebês.

No geral, 93% dos entrevistados disseram ter sido batizados católicos quando bebês, um número que representa 94% dos seminaristas diocesanos e 89% dos seminaristas de ordens religiosas. Este último grupo apresentou uma taxa maior (11%) de pessoas que se converteram ao catolicismo mais tarde na vida.

A maioria (86%) da turma de 2026 afirmou que ambos os pais eram católicos — 88% para o grupo diocesano e 81% para os seminaristas de ordens religiosas. O CARA previu que, se a tendência atual se mantiver, esse número total deverá chegar a 88% em 2031.

Quase todos os membros da turma de 2026 (97%) disseram ter sido criados por pelo menos um dos pais biológicos, e 88% relataram ter sido criados por um casal casado que vivia junto. Outros 5% viveram com um dos pais que era separado ou divorciado, e 2% com um dos pais viúvo durante a fase mais formativa da infância.

Outros 2% foram criados por um casal não casado que vivia junto; aqueles que foram criados por um casal não casado ou casado que vivia separado, por um dos pais solteiro ou por outra pessoa totalizaram cerca de 1% cada.

Os padres mais novos geralmente tinham três irmãos, e a maior parte (37%) estava em algum lugar no meio em termos de ordem de nascimento, com apenas 5% relatando que eram filhos únicos.

8. Nem todos os alunos da turma frequentavam escolas católicas, mas mais de 60% participavam de um programa de educação religiosa paroquial.

No geral, 45% dos ordenados frequentaram uma escola primária católica, com uma porcentagem menor frequentando uma escola secundária católica (38%) ou faculdade (34%). Outros 11% relataram ter recebido educação domiciliar.

A maioria dos entrevistados (63%) afirmou ter participado de um programa de educação religiosa paroquial. Os seminaristas diocesanos (66%) apresentaram maior probabilidade de ter participado desse programa do que seus pares de ordens religiosas (51%).

9. Mais da metade obteve um diploma e trabalhou em tempo integral antes de entrar no seminário.

Três em cada cinco entrevistados, ou 61%, disseram ter concluído um curso de graduação ou pós-graduação antes de ingressar no seminário. Filosofia, teologia, engenharia, administração, ciências e matemática foram as áreas de estudo mais comuns.

OCARA constatou que 64% dos candidatos ao sacerdócio tinham pelo menos alguma experiência profissional em tempo integral antes de ingressarem no seminário. As principais áreas citadas foram ministério religioso (18%), educação (17%), negócios (15%) e vendas e atendimento ao cliente (12%). Um terço (33%) dos candidatos a ordens religiosas que haviam trabalhado em tempo integral mencionaram a educação como sua área de atuação.

10. A dívida estudantil, embora significativa para alguns, não era um problema para a maioria quando ingressaram no seminário.

A maioria dos entrevistados (79%) afirmou não ter dívidas estudantis ao ingressar na formação no seminário. Aqueles que tinham dívidas apresentavam uma média de pouco mais de US$ 33.000, sendo que metade possuía dívidas entre US$ 2.000 e US$ 25.000, e a outra metade entre US$ 25.000 e US$ 150.000.

Na época de sua ordenação, aqueles com dívidas estudantis tinham saldos médios ligeiramente superiores a US$ 22.000, com metade relatando entre US$ 800 e US$ 11.500 e a outra metade entre US$ 11.500 e US$ 150.000. Os familiares (65%) foram os principais responsáveis ​​pelo pagamento das dívidas estudantis, seguidos por comunidades religiosas (29%), a Sociedade Labouré (19%), os Cavaleiros de Colombo (16%), paróquias (10%) e amigos ou colegas de trabalho (10%).

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