Papa Leão em Lampedusa, não em Washington. Artigo de Duilio Albarello

Foto: @VaticanNews/FotosPúblicas

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28 Fevereiro 2026

"O espírito do Papa Francisco e do Evangelho continua a soprar vigorosamente, derrubando os poderosos de seus tronos e exaltando os humildes", escreve Duilio Albarello, sacerdote da Diocese de Mondovì (Cuneo), professor de teologia fundamental no Instituto Superior de Ciências Religiosas em Fossano (Cuneo) e na Faculdade de Teologia da Itália Setentrional de Milão, em artigo publicado por Facebook, 24-02-2026. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

Durante os dias do Ciclone Harry, estima-se que mais de mil pessoas teriam morrido no Estreito da Sicília. Muitos migrantes teriam se aventurado no mar apesar do mau tempo, pois pouco antes da tempestade, a polícia tunisiana – financiada e equipada pela União Europeia e pela Itália – queimou os olivais onde estavam acampados. Temiam ser deportados para o deserto ou, pior, vendidos a traficantes de pessoas líbios.

O governo da mulher, mãe cristã e, acima de tudo, ariana, nem sequer dispensou uma palavra de condolências por esse massacre, que poderia ter sido evitado se não fosse pelo infame bloqueio naval recentemente reinstaurado. De fato, a primeira-ministra mesquinhamente reivindicou a diminuição dos desembarques.

É verdade, menos pessoas vivas estão desembarcando. As outras chegam já mortas. O mar está restituindo pedaços desfiados de cadáveres que afloram entre as ondas, trazidos à costa como destroços.

Muita propaganda, zero humanidade

Enquanto isso, o Papa Leão recusou polidamente o convite formal de J.D. Vance para viajar a Washington no dia 4 de julho para participar das comemorações do 250º aniversário dos Estados Unidos da América. No mesmo dia, Leão escolheu visitar Lampedusa, a ilha mediterrânea que se tornou o símbolo do acolhimento de migrantes e refugiados.

O espírito do Papa Francisco e do Evangelho continua a soprar vigorosamente, derrubando os poderosos de seus tronos e exaltando os humildes.

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