Sete em cada 10 praias brasileiras estão contaminadas por microplásticos

Foto: Sébastien Vincon | Pexels

Mais Lidos

  • O Papa descreve o Concílio Vaticano II como a "estrela polar do caminho da Igreja" e apela ao progresso na "reforma eclesial"

    LER MAIS
  • “A memória sem cérebro desafia a associação quase automática entre memória e sistema nervoso central”, exemplifica o pesquisador

    Os mistérios mais atraentes da neurobiologia vegetal são os que questionam as categorias do pensamento moderno. Entrevista especial com Guilherme Soares

    LER MAIS
  • No capitalismo mafioso Nicolás Maduro veste Nike. Artigo de Ivana Bentes

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

21 Outubro 2025

Sete em cada 10 praias brasileiras estão contaminadas por microplásticos, mostra a maior pesquisa já feita sobre a presença destas partículas no litoral brasileiro. Cientistas percorreram 7.500 km de norte a sul do país coletando amostras em 1.024 praias, em 90% da costa nacional. O percentual variou de praia para praia, mas as análises detectaram microplásticos em 709 (69%) delas.

 A reportagem é publicada por ClimaInfo, 20-09-2025.

A pesquisa se restringiu a praias acessíveis por carro, excluindo áreas privadas ou acessíveis somente por barco, detalham g1 e R7. Nos locais visitados, os plásticos mais encontrados foram polietileno, polipropileno e isopor.

A praia com maior concentração de microplásticos foi a de Barrancos, em Pontal do Paraná (PR), com 3.483 partículas por quilograma de areia, seguida de Balneário Grajaú, também em Pontal do Paraná. A orla de Olinda (PE) ficou em 3º lugar.

Segundo o estudo, diversas variáveis interferem na poluição por microplásticos, como a influência urbana, portos, rodovias e refinarias de petróleo. “O plástico por si só é apenas a ponta do iceberg“, diz o pesquisador Thiarlen Marinho, líder do estudo. “Existem aditivos químicos altamente tóxicos e perigosos para o meio ambiente. Quando o plástico se quebra ao longo dos anos, esses compostos são liberados.”

O estudo coletou mais de 4 mil amostras de sedimento (ao menos 3 por praia) entre abril de 2023 e abril de 2024. O projeto MicroMar, responsável pela pesquisa, foi liderado pelo Instituto Federal Goiano e envolveu cerca de 50 pesquisadores de diversas instituições.

Ao DW, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) disse estar acompanhando a pesquisa e destacou a Estratégia Nacional Oceano sem Plástico (ENOP), publicada em 1º de outubro. Segundo a pasta, a iniciativa orienta e coordena ações estratégicas, sinérgicas e multissetoriais para prevenção, redução e eliminação da poluição por plástico no oceano até 2030. Tarefa hercúlea!

Microplásticos são partículas com dimensões de 300 micrômetros a 5 milímetros – maiores que a espessura de dois fios de cabelo e menores que a borracha na ponta de um lápis, explica a Folha. Apesar de muito pequenos, esses elementos podem afetar a biodiversidade, a segurança alimentar, a saúde humana e atividades econômicas.

Notícia Preta, Band e Desafio Ambiental também noticiaram a contaminação das praias brasileiras por microplástico.

Leia mais