Marina pede apoio aos países pobres para que eliminem os combustíveis fósseis

Marina Silva | Foto: Rogério Cassimiro/MMA/FotosPúblicas

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09 Setembro 2025

Para a ministra, o desafio da transição energética é ajudar países sem condições econômicas a abandonar petróleo, gás e carvão.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 08-09-2025.

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, reforçou mais uma vez o abandono dos combustíveis fósseis e o fim do desmatamento como fundamentais para a contenção das mudanças climáticas. Mas frisou a necessidade de se considerar as características de cada país, e apoiar as nações mais dependentes de petróleo, gás fóssil e carvão.

“Precisamos iniciar o planejamento de forma justa para o fim do desmatamento e o fim dos combustíveis fósseis. Não podemos mais continuar sem atacar as causas da mudança do clima”, enfatizou Marina. “Para tanto, há que considerar as diferenças entre países, suas necessidades, dificuldades e circunstâncias nacionais, abordando esse desafio tanto pelo lado da produção, quanto do consumo. Esse processo precisa ser justo, inclusive para pessoas, países e regiões e, sobretudo, para os mais vulnerabilizados”, completou.

A ministra participou na 6ª feira (5/9) em Adis Abeba, na Etiópia, do Diálogo Regional da África do Balanço Ético Global, informam Agência Brasil e IstoÉ Dinheiro. No encontro 28 participantes d’África refletiram sobre as ações e mudanças de trajetórias que precisam ser adotadas ou ampliadas para se atingir a principal meta do Acordo de Paris, a de conter a elevação da temperatura média do planeta a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais.

Para Marina, o grande desafio da transição energética é ajudar os países que não têm condições econômicas para que abandonem os combustíveis fósseis por conta própria. Além disso, a ministra reiterou que o combate às mudanças climáticas enfrenta a oposição de “poderosos”, contrários aos esforços para a transição – uma indireta para lá de direta ao presidente dos Estados Unidos.

Embora o “agente laranja” seja o mais poderoso desse grupo, não é só ele que se opõe à eliminação dos combustíveis fósseis e sua substituição por fontes renováveis de energia. Não faltam exemplos brasileiros que têm opinião similar. Caso da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

Em maio, numa conferência da indústria de petróleo em Houston, no Texas, Magda repetiu o mantra pró-combustíveis fósseis de Trump – “Drill, baby, drill” – ao defender a exploração de combustíveis fósseis na bacia da Foz do Amazonas. Além disso, nos últimos dias, ela reforçou que o foco da Petrobras continuará em exploração e produção de petróleo e gás fóssil, e que os investimentos da empresa em fontes renováveis só se fortalecerão depois de 2035 – se houver mundo até lá, graças aos combustíveis fósseis que ela defende.

Magda vê a licença do IBAMA para o poço no bloco FZA-M-59, na Foz do Amazonas, como uma das grandes conquistas de sua gestão à frente da petrolífera estatal. Até agora, porém, segundo ela, o órgão ambiental não se manifestou sobre o simulado de vazamento concluído semana retrasada na região, nem deu qualquer data para isso, informam CNN e InfoMoney.

Enquanto isso, intensificam-se os protestos contra a exploração de combustíveis fósseis na Amazônia. No domingo (7/9), o Greenpeace Brasil montou nas areias da praia de Copacabana uma frase gigante, de 150 metros de extensão, com os dizeres: “Independência de Combustíveis Fósseis”, informa A Crítica. A manifestação também teve por objetivo chamar a atenção para o avanço perigoso da exploração de petróleo na Foz.

Em tempo

A OPEP+ concordou em aumentar ainda mais a produção de petróleo a partir de outubro, à medida que a líder do cartel, Arábia Saudita, busca recuperar sua participação no mercado. Oito membros do grupo concordaram no domingo (7/9) em aumentar a produção em 137.000 barris por dia (bpd) no próximo mês.

Money Times, Poder 360, Valor, O Globo e Folha repercutiram a notícia.

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