MPF pede revogação de leis que autorizam uso de mercúrio no garimpo no Amazonas

Foto: Колин Хокинс | Flickr CC

Mais Lidos

  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS
  • Leão XIV: o primeiro ano de um papa centrista. Artigo de Ignacio Peyró

    LER MAIS
  • A visita de Rubio ao Papa foi marcada por sorrisos e desentendimentos: confrontos sobre Cuba e Irã

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

26 Agosto 2025

Órgão aponta violação à Constituição e à Convenção de Minamata e alerta para riscos graves à saúde de indígenas e ribeirinhos.

A reportagem é de Karina Pinheiro, publicada por ((o))eco, 25-08-2025. 

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou ao governo do Amazonas a revogação integral das leis estaduais que ainda permitem, mesmo que de forma limitada, o uso de mercúrio na atividade garimpeira. Segundo o órgão, essas normas violam a Constituição Federal, os princípios do Direito Ambiental e a Convenção de Minamata, tratado internacional que determina a eliminação progressiva do uso da substância. A recomendação, expedida pelo 2º Ofício da Amazônia Ocidental, é resultado de uma apuração sobre os impactos ambientais e à saúde provocados pelo metal, que tem sido encontrado em níveis alarmantes em rios, peixes e populações humanas da região.

De acordo com o MPF, relatórios da Polícia Federal, estudos acadêmicos e laudos científicos comprovam contaminação expressiva em estados da Amazônia Ocidental, atingindo especialmente indígenas e ribeirinhos. Os peixes de seis estados amazônicos apresentaram teores acima do limite aceitável pela Organização Mundial da Saúde, representando grave risco para crianças e mulheres em idade fértil. Para o procurador da República André Luiz Porreca Ferreira Cunha, manter leis que autorizam o uso do mercúrio significa retrocesso ambiental e afronta direta à legislação federal e internacional. O governo do Amazonas tem 30 dias para atender à recomendação, sob pena de responderem uma ação civil pública.

Leia mais