O que está por trás do recuo de Trump no tarifaço?

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14 Abril 2025

Presidente americano é acusado de tentar manipular o mercado e improvisar sua política tarifária. Casa Branca diz que suspensão é estratégia de negociação.

A reportagem é de Matthew Ward Agius, publicada por DW, 12-04-2025. 

O governo americano decidiu isentar na noite desta sexta-feira (11/04) a sobretaxa imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, à importação de smartphones, computadores, dispositivos semicondutores, chips e outros produtos eletrônicos.

O anúncio foi interpretado como uma tentativa de suavizar o impacto tarifário sobre as principais empresas de tecnologia dos EUA, incluindo a Apple, sediada na Califórnia, e a Dell, no Texas. Ambas dependem da produção externa de produtos eletrônicos. A isenção inclui até mesmo itens provenientes da China, que atualmente são atingidos por uma tarifa adicional de 145%, e foi elogiada por Pequim.

No domingo (13/04), Trump esclareceu que tarifas de 20% impostas no início do ano como sanção para conter o tráfico de fentanil continuam valendo sobre estes produtos. "Esses produtos [...] estão apenas mudando para um balde tarifário diferente", afirmou.

A mudança de orientação, que não foi justificada pelo governo, é o mais recente recuo da Casa Branca. Na quarta-feira (09/04), o presidente americano já havia pausado temporariamente as tarifas abrangentes impostas à maioria de seus parceiros comerciais.

A decisão inesperada de suspender as sobretaxas horas após entrarem em vigor reverteu temporariamente uma queda histórica nas bolsas de valores ao redor do mundo.

A mudança de rumo surpreendeu até mesmo o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer. Ele participava de uma audiência no Congresso americano, justamente defendendo a imposição de tarifas, quando Trump fez o anúncio. "Parece que seu chefe acabou de puxar o tapete debaixo de você e suspendeu as tarifas", disse o deputado democrata Steven Horsford, de Nevada, na ocasião.

No entanto, Washington defende que a suspensão era uma estratégia prevista, apesar de Trump ter defendido fortemente sua medida, e se trata de uma tática para recalibrar a economia mundial.

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