Amazon adere à ultraonda e reduz políticas para proteger os direitos de pessoas negras e LGBTQ

Ilustração: Reprodução | ShipScience

Mais Lidos

  • Governo Trump retira US$ 11 mi de doações de instituições de caridade católicas após ataque a Leão XIV. Artigo de Christopher Hale

    LER MAIS
  • Procurador da República do MPF em Manaus explica irregularidades e disputas envolvidas no projeto da empresa canadense de fertilizantes, Brazil Potash, em terras indígenas na Amazônia

    Projeto Autazes: “Os Mura não aprovaram nada”. Entrevista especial com Fernando Merloto Soave

    LER MAIS
  • Para o sociólogo, o cenário eleitoral é moldado por um eleitorado exausto, onde o medo e o afeto superam os projetos de nação, enquanto a religiosidade redesenha o mapa do poder

    Brasil, um país suspenso entre a memória do caos e a paralisia das escolhas cansadas. Entrevista especial com Paulo Baía

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

17 Janeiro 2025

Depois de X e Meta, a Amazon. A empresa de Jeff Bezos removeu compromissos de proteção aos direitos das pessoas negras e LGBTQ de suas políticas corporativas. A medida está dentro da política de redução dos programas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) da empresa, líder mundial no mercado varejista.

A reportagem é publicada por El Salto, 15-01-2025.

Em um memorando aos funcionários de 16-12-2024, o vice-presidente de Experiências Inclusivas e Tecnologia da Amazon anunciou que a empresa eliminaria gradualmente “os programas e materiais desatualizados”, incluindo a redução de alguns de seus esforços de diversidade e inclusão.

O Washington Post informou que a Amazon removeu as seções intituladas “Igualdade para Pessoas Negras” e “Direitos LGBTQ+” de seu site, juntamente com todas as menções ao termo transgênero. As menções a equidade e direitos passaram a fazer parte de um título genérico.

No início de janeiro, a cartunista Ann Telnaes, vencedora do Prêmio Pulitzer, deixou o seu emprego no Washington Post devido a uma decisão editorial de não publicar um cartoon em que vários oligarcas, incluindo Bezos, apareciam a prestar homenagem a uma estátua possivelmente de Trump. Bezos é dono do Post e uma de suas decisões durante a campanha eleitoral foi impedir que o jornal se posicionasse oficialmente a favor de Kamala Harris.

A notícia segue a ultraonda que surgiu com a vitória de Trump e do seu novo amigo, Elon Musk, autoproclamado defensor do discurso “antiwoke”. Antes da Amazon, a empresa Meta foi apontada por alterar suas políticas de treinamento de moderação de funcionários. Alguns documentos obtidos pelo The Intercept e publicados no dia 9 mostravam como a moderação do Meta ia permitir mensagens em suas redes como “Imigrantes são merdas sujas e nojentas”, “gays são esquisitos” ou “olha aquele travesti [embaixo da foto de uma menina de 17 anos]”.

As mudanças neste tipo de políticas seguem decisões no mesmo sentido tomadas por empresas como John Deere, Harley Davidson, Walmart e McDonald's na redução das suas iniciativas de diversidade, equidade e inclusão e têm sido interpretadas como uma “boas-vindas” destas empresas a Donald Trump. Trump tomará posse, na próxima segunda-feira, 20 de janeiro, pela segunda vez, como presidente dos Estados Unidos.

Ontem, 14 de janeiro, foi confirmado que Bezos, Mark Zuckerberg e Elon Musk, os três grandes magnatas da tecnologia, comparecerão à posse de Trump e doaram, no caso dos donos da Amazon e da Meta, um milhão de dólares cada ao “fundo inaugural” para cobrir a nomeação do novo patrono.

Leia mais