Jesuíta alemão Profittlich reconhecido como mártir pelo Vaticano

Eduard Profittlich (Foto: Katolisch)

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20 Dezembro 2024

Ele é considerado um testemunho de fé sob o comunismo soviético – preso em 1941, morreu em 1942 em uma prisão na Rússia: o jesuíta Eduard Profittlich, originário da Diocese de Trier, está a caminho da beatificação.

A reportagem é publicada por Katolisch.de, 18-12-2024.

Importante passo para a beatificação do jesuíta alemão Eduard Profittlich: o martírio do arcebispo estoniano, nascido na Diocese de Trier (1890-1942), foi reconhecido pelo Papa, conforme anunciado pelo Vaticano nesta quarta-feira. O processo de beatificação de Profittlich, que morreu como mártir em cativeiro soviético, está em andamento desde 2003.

Profittlich nasceu em 1890 em Birresdorf, atualmente parte do município independente de Grafschaft, no distrito de Ahrweiler, Renânia-Palatinado. A partir de 1930, foi pároco em Tallinn e, a partir de maio de 1931, liderou a Igreja Católica na Estônia como Administrador Apostólico. A Estônia foi anexada pela União Soviética em 1940. Em 1936, foi ordenado bispo em Tallinn e recebeu o título de arcebispo.

O jesuíta foi preso em 1941 e condenado à morte por fuzilamento em Kirov, na Rússia. Em 22-02-1942, morreu na prisão antes que a sentença fosse executada. Para promover o processo de beatificação, a Igreja Católica da Estônia lançou um site, disponível também em alemão, neste endereço.

Papa declara 16 religiosas francesas como santas

Também nesta quarta-feira, o Vaticano informou que o Papa inscreveu a freira francesa Teresa de Santo Agostinho e suas 15 companheiras no catálogo de santos da Igreja Católica. Com isso, o Pontífice atendeu a uma decisão da Congregação para as Causas dos Santos. A veneração das carmelitas, até então predominantemente regional, é agora estendida a toda a Igreja universal.

As 16 mulheres são conhecidas como as mártires de Compiègne. Elas viviam no Carmelo de Compiègne (França) durante a Revolução Francesa. Em 17-07-1794, foram executadas na guilhotina em Paris por se recusarem a renunciar aos seus votos religiosos. Antes de sua execução, teriam renovado juntas seus votos e rezado. O Papa Pio X as beatificou em 1906.

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