04 Novembro 2024
"Nossos mortos vivem em nós, na saudade e na prática do que aprendemos com eles", escreve Chico Alencar, deputado federal - PSOL-RJ.
Eis o comentário.
Hoje é o Dia de Finados. De refletir sobre a nossa finitude, nossa impermanência.
Quase sempre isso nos incomoda e amedronta: queremos perenidade tempo, imortalidade. Os arrogantes e soberbos se acham imortais...
Saber que nossos corpos vão se gastando e um dia acabam agrega sabedoria e humildade: "existirmos, a que será que se destina?"
Nossos mortos vivem em nós, na saudade e na prática do que aprendemos com eles.
Por isso cuidamos de suas memórias - em fotos, escritos, paisagens, lugares por onde cumpriram suas existências.
Sempre que vou à Santa Rosa de Viterbo (SP), minha pequena cidade materna, visito o cemitério e deixo uma flor nas lápides de parentes e amigos - cada vez em maior número...
Por isso esse poema de Adélia Prado me toca tanto. Espero que lhe comova também.
Ressuscitar é um desafio! De todas as dores, fracassos, decepções, doenças, amores perdidos, derrotas, solidões. De tudo o que é morte em vida. A arte - que pretende perenizar o que há de sublime no mundo - ajuda.
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