Olhares sobre os 200 anos de imigração alemã

Indígenas Xokleng no posto do Serviço de Proteção ao Índio (SPI). Data desconhecida (Foto: Acervo Museu Paranaense)

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06 Agosto 2024

A Sociedade Orpheu, de São Leopoldo, será palco, às 18h30 do dia 14 de agosto, do lançamento de dois livros que celebram os 200 anos de imigração alemã no Rio Grande do Sul.

A reportagem é de Edelberto Behs.

O primeiro, um Almanaque de 600 páginas, organizado pelo historiador Martin Norberto Dreher e pelo editor Erny Mügge, traz a contribuição de mais de 30 autores e autoras que retratam aspectos importantes dessa trajetória histórica, que tem por título “Colônia Alemã de São Leopoldo: 200 anos de História (1824-2024)".

O Almanaque reúne textos de múltiplos enfoques, voltados à legitimidade da presença dos diversos atores dessa história, que não se limita aos imigrantes alemães, mas também àqueles que já estavam por essas bandas quando da sua chegada: portugueses, escravos, indígenas.

“Esta inclusão vai mais longe, destacando aspectos que singularizaram a homens e mulheres, pretos e brancos, proprietários e propriedades, crenças e crentes, professores e alunos, agricultores e operários, deixando claras as relações sociais que os forjaram como construtores do presente”, informa Erny Mügge.

O outro lançamento – “São Leopoldo: comemorações e reflexões e atualidades (1924-2024)", organizado pelo historiador René E. Gertz e a historiadora Marluza Marques Harres, apresenta uma coletânea de textos de 25 autores e autoras, com temas variados, que revelam um pouco do processo de construção da cidade moderna, marcada pelo tempo, mas impulsionada no sentido do novo, que aceleraram mudanças na região. O livro traz informações e reflexões sobre as transformações que o município sofreu no último século no contexto de uma globalização acelerada.

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