A pesquisa sobre o comportamento religioso dos italianos. O declínio continua. Uma queda constante, imparável e por vezes crescente

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06 Outubro 2023

Em que ponto está a secularização na Itália? Como os católicos se comportam na vida cotidiana e na política? Como incidiu o período da pandemia de Covid-19?

A reportagem é publicada por Il Regno, 10-04-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

Os primeiros dados antecipados pela pesquisa sobre o comportamento religioso dos italianos que será apresentada no âmbito do encontro "A Terceira Questão". A Igreja, os católicos, a Itália (promovido de 5 a 8 de outubro em Camaldoli pela revista Il Regno) destacam um declínio na participação na missa dominical e, em geral, uma adesão cada vez menor à vida religiosa. Com um aumento nos últimos 15 anos de percentuais significativos. Uma queda constante e imparável e em alguns setores em crescimento.

São três fenômenos particularmente significativos que emergem dos primeiros dados da pesquisa realizada pelo prof. Paolo Segatti, professor de Sociologia Política da Universidade de Milão, com a colaboração do prof. Arturo Parisi, e comparada com pesquisa semelhante realizada em 2009, sempre a pedido da revista Il Regno: a Covid afastou os idosos da participação à missa; os avós ficam em casa e assistem às liturgias pela televisão; crescem em geral os não crentes declarados e as mulheres alinham-se com os homens nessa tendência.

Novidades também quanto ao comportamento político. A propensão para o voto dos católicos se posiciona na zona de centro, tanto daqueles que tendem para o centro-direita como daqueles que tendem para o centro-esquerda. A onda populista que atingiu progressivamente tanto a direita como a esquerda do sistema político italiano em 2008 não diz respeito particularmente aos católicos. Os católicos praticantes estão mais propensos à participação político-eleitoral e menos expostos às sereias populistas e soberanistas.

A conferência camaldulense aborda, com oradores de alto nível (entre os quais os cientistas políticos Ernesto Galli della Loggia, Angelo Panebianco e, no encerramento, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin), os temas básicos da presença da Igreja na Itália. Estando num novo horizonte social e político há trinta anos, devemos perguntar-nos: o que acontece agora e como pode ser estruturada a presença dos católicos no país após o fim do catolicismo político? O que é e como poderia ser a presença da Igreja num país secularizado, multiétnico e plurirreligioso? Num país no centro da dimensão geopolítica euro-mediterrânea? Para responder a essa pergunta devemos examinar aquelas que foram as fases históricas anteriores e tentar ler a situação cultural e social atual.

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