Francisco na sexta e no sábado em Marselha. Na agenda: meio ambiente e vida dos migrantes

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21 Setembro 2023

O motivo da visita à cidade francesa é a terceira edição dos “Encontros do Mediterrâneo”, sem esquecer os ventos de guerra que sopram não só na Ucrânia, será uma viagem com forte pegada ecumênica e inter-religiosa.

A reportagem é de Gianni Cardinale, publicada por Avvenire, 20-01-2023.

A questão do meio ambiente e da vida dos migrantes. Esses são os temas principais da próxima viagem papal, que levará Francisco a Marselha na próxima sexta e sábado. Viagem de marcado viés ecumênico-inter-religioso, dado o perfil multicultural da cidade francesa que tem como arcebispo Jean-Marc Aveline, nomeado cardeal há um ano.

“O Mediterrâneo é o ponto quente onde se percebem com força as recentes mudanças ligadas à questão ambiental e às tensões relacionadas", explicou o diretor da Sala de Imprensa Matteo Bruni no habitual briefing de apresentação do evento. Portanto, aqueles em Marselha serão “encontros entre mundos diferentes, mas próximos, unidos pelo mesmo mar, e unidos por essa proximidade". O tema central será a vida dos migrantes, “pessoas forçadas a abandonar casa e família em busca de um futuro, qualquer futuro", sulcando o Mediterrâneo que, como Francisco costuma repetir, se tornou o maior cemitério do mundo. Nos quatro discursos que Francisco fará na cidade transalpina também é “provável" que "o pensamento se dirija também aos numerosos santos que passaram pela França e dali tiveram um eco especial para a Europa", tendo sempre como pano de fundo a guerra em curso que cobre de sangue o continente.

Com esta 44ª viagem internacional será “a primeira em tempos modernos que um Pontífice vai a Marselha", ressaltou Bruni. E a segunda visita à França, depois daquela a Estrasburgo no dia 25 de julho de 2014. Francisco observou repetidamente que essas duas visitas não são especificamente à França. No entanto, será recebido pelas mais altas autoridades institucionais e terá uma dupla conversa com o presidente Emmanuel Macron. O Papa Bergoglio havia ido a Estrasburgo para proferir um discurso ao Parlamento e Conselho europeus. Agora a oportunidade é dada pelos Rencontres Méditerranéennes que estão acontecendo esta semana em Marselha, na linha traçada por Bari em 2020 e Florença em 2022, com os encontros “Mediterrâneo Fronteira de Paz”, nascidos por iniciativa da Conferência Episcopal Italiana.

A programação está repleta de eventos. Saída na sexta-feira, dia 22, às 14h35, do aeroporto de Fiumicino.

Em Marselha, Francisco será recebido pela primeira-ministra francesa, Élisabeth Borne, com quem terá um breve encontro. Primeiro compromisso no Santuário de Nossa Senhora da Guarda, que domina a cidade, para a oração mariana com o clero. Seguido de traslado a pé até o Monumento aos marinheiros e migrantes desaparecidos no mar, onde haverá um momento de reflexão com os líderes religiosos.

Sábado, dia 23, começará com o encontro privado com algumas pessoas em situação de dificuldades econômicas. “O local ainda deve ser definido, era no arcebispado, mas provavelmente irá mudar para as Irmãs de Madre Teresa", informou Bruni. Depois Francisco vai ao Palais du Pharo, onde falará na sessão final dos Rencontres Méditerranéennes. O Papa será recebido pelo Presidente Macron, acompanhado pela sua esposa Brigitte, terá um encontro com ele. Missa à tarde no Velódromo. Depois o deslocamento para o aeroporto, onde será realizada a cerimônia de despedida com o Presidente da República, incluindo uma nova e breve conversa. O retorno a Roma Fiumicino está previsto para as 20h50.

Na sua viagem, Francisco será acompanhado não só pela cúpula da Secretaria de Estado (excluindo Paul R. Gallagher empenhado nas sessões da ONU em Nova Iorque), e também pelos cardeais Miguel Angel Ayuso, Dominique Mamberti e Michael Czerny, bem como pelo futuro cardeal Robert Prevost.

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