França. Visita do papa: Marselha em plena preparação, entre fervor e pressão

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24 Agosto 2023

A um mês da visita de Francisco para os Encontros do Mediterrâneo, nos dias 22 e 23 de setembro, a cidade está se mobilizando para esse evento que é pensado para ser "aberto a todos". O Sumo Pontífice pretende abordar especificamente a questão dos migrantes. Uma oração pelos que desapareceram no mar, marinheiros e migrantes, no pátio da basílica Nossa Senhora da Guarda. Um discurso diante de setenta bispos e 120 jovens de 20 a 35 anos vindos de toda a área do Mediterrâneo. E uma missa para mais de 50.000 peregrinos no Estádio Velodrome. Estes são os momentos-símbolo da visita pontifícia a Marselha, nos dias 22 e 23 de setembro.

A reportagem é de Sarah Belouezzane e Gilles Rof, publicada por Le Monde, e reproduzida por Il Sismografo, 23-08-2023.

No torpor de agosto, a pressão aumenta para aqueles que preparam a viagem do Papa Francisco. A primeira visita dele ao território francês desde sua visita a Estrasburgo em 2014, onde discursou perante as instituições europeias. "Tivemos apenas seis meses para decidir tudo após a confirmação de sua visita, mas muitos têm trabalhado conosco. É algo que se vive apenas uma vez na vida", entusiasma-se Anne Giraud, leiga responsável pelo Secours catholique em Marselha e membro do conselho episcopal.

"É extraordinário, no sentido literal da palavra. A visita anterior de um Papa remonta a 1533... Ainda não compreendemos completamente a magnitude do que será um evento global como poucos vividos em nossa cidade", já imagina, impaciente, o prefeito de esquerda sem filiação partidária, Benoît Payan. Ele espera "a chegada de mais de cem mil visitantes" e já pensa em "abrir os parques da cidade para permitir que aqueles que não têm alojamento durmam em locais seguros".

Em apoio ao convite feito ao Papa pelo arcebispo de Marselha, Jean-Marc Aveline, nomeado cardeal no fim de agosto de 2022, Benoît Payan enviou uma carta escrita a mão no inverno de 2022. E depois teve a oportunidade de conversar, em italiano, com o Papa no verão seguinte. "Eu não tenho nada a ver com a decisão, relativiza. Eu só tentei falar sobre minha cidade como a vejo e dizer a ele que ele era bem-vindo aqui".

Francisco continuou a repetir, e reiterou isso na sexta-feira, 4 de agosto, em uma entrevista à imprensa espanhola, e três dias depois, no avião que o levava de volta a Roma após a JMJ de Lisboa, que ele não vem "à França", mas "a Marselha". Uma expressão não compreendida por todos. Em sua lógica de valorização dos marginalizados e excluídos, o Papa reserva suas visitas oficiais para os países menores e que enfrentam realidades internas ou contextos geopolíticos complicados. Isso vale para a Mongólia, para onde ele irá no início de setembro, ou para a República Democrática do Congo ou do Sudão do Sul, visitadas em fevereiro.

Mas Francisco faz uma exceção para Marselha, cidade símbolo de uma "generosa abertura", como explicou o cardeal Pietro Parolin, que veio em reconhecimento em junho de 2022 ao Vieux-Port.

Os Encontros do Mediterrâneo, a base da visita, começarão em 17 de setembro e o Papa concluirá os trabalhos. Representam um momento de reflexão e festa decididamente ecumênica. Um encontro que se define como um espaço de diálogo em busca de soluções para que os "mosaicos de povos, culturas e religiões que compõem o Mediterrâneo construam e compartilhem a mesma esperança". "Esses encontros são, para Marselha e para a França, uma maneira de falar a partir da fachada mediterrânea e testemunhar uma possibilidade de diálogo entre pessoas de origens diversas", assegura Xavier Manzano, vigário-geral da diocese de Marselha e chefe de equipe do cardeal Aveline, que testemunha um "imenso entusiasmo popular [em torno da visita do Papa] que transcende as fronteiras confessionais".

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