ONU (OMM) adverte: ‘O mundo deve se preparar para a chegada de um El Niño com temperaturas recordes’

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04 Mai 2023

O mundo deve se preparar para a chegada de uma corrente quente do El Niño, que este ano aumentará as temperaturas para níveis recordes: afirmou em Genebra a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

A reportagem é publicada por ONU Itália, 03-05-2023. A tradução é de Luisa Rabolini.

“O aparecimento do El Niño provavelmente levará a um novo pico no aquecimento global e aumentará a possibilidade de novos recordes de temperatura”, afirmou Peter Taalas, chefe da Organização Meteorológica Mundial das Nações Unidas.

O El Niño é um fenômeno de aquecimento do Pacífico tropical central e oriental, até às costas do Peru e do Equador. Repete-se em intervalos de 2 a 7 anos e dura de 9 a 12 meses. Traz ondas de calor, secas e inundações em várias partes do mundo. Em especial, chuvas em partes da América do Sul, no sul dos Estados Unidos, no Chifre da África e na Ásia Central, e secas na Austrália, Indonésia e partes da Ásia meridional. O El Niño no verão alimenta os furacões no Pacífico centro-oriental e os segura sobre o Atlântico.

O fenômeno oposto, chamado La Niña, consiste no resfriamento da mesma área do Pacífico tropical central e oriental. Nos últimos três anos, o La Niña se repetiu constantemente. Segundo a Organização Meteorológica Mundial, o ano mais quente desde que há registros científicos, o 2016, foi assim devido ao efeito combinado de um El Niño muito forte e do aquecimento global de origem humana.

“O mundo deveria se preparar para o aparecimento do El Niño – alerta Taalas -. Isso poderia trazer alívio para a seca no Chifre da África, mas também poderia desencadear eventos meteorológicos extremos. Isso ressalta a necessidade da iniciativa lançada pela ONU 'Primeiro alarme para todos', para estabelecer sistemas de alerta antecipados para os eventos excepcionais em todos os países do mundo".

Naturalmente, o quadro climático traçado pela ONU tem uma série de repercussões gravíssimas na capacidade de resiliência de muitos países a essas mudanças climáticas tão violentas, atingirá o setor de alimentação e incentivará ainda mais as migrações chamadas climáticas, numa espiral que parece afastar cada vez mais o cumprimento dos objetivos traçados pela Agenda da ONU para 2030

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