Morreu o migrante que comoveu o Papa: estava doente, o vilarejo italiano pagou para ele a viagem de regresso a Gana

Papa Francisco. (Foto: Reprodução | Fordham University)

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30 Agosto 2022

 

A história de John Baldri foi citada por Francisco durante o Angelus, elogiando os habitantes de Vignale Monferrato: "São um exemplo de vizinhos santos"

 

A reportagem é publicada por Repubblica, 29-08-2022. A tradução é de Luisa Rabolini.

 

Morreu o jovem originário do Gana por quem uma cidade inteira, Vignale Monferrato (na província de Alexandria), havia se mobilizado para pagar a viagem da Itália para a África para que pudesse abraçar o pai novamente. Seu caso foi revelado pelo Papa Francisco, comovido, durante o Angelus de 6 de fevereiro passado. Gravemente doente, John Baldri, que no Monferrato havia encontrado trabalho em uma empresa agrícola depois de chegar a Lampedusa em um bote que partiu da Líbia, expressou seu último desejo de poder voltar a Gana para rever sua família. Em Vignale organizaram a viagem para ele e um acompanhante e pagaram todas as despesas, inclusive aquelas dos caros medicamentos.

 

O jovem teria expresso sua intenção de voltar à Itália: "Infelizmente não conseguiu - revela Ernesta Corona, prefeita de Vignale - John morreu em Gana, onde, depois de saber da doença, quis regressar. E graças à generosidade da comunidade de Vignale, pôde fazer aquela última viagem e reencontrar a família”.

 

John Baldri com seu primo Samuel e seu irmão Prosper na chegada a Accra (Foto: reprodução)

 

O pontífice citou a história de John e da comunidade do vilarejo do Monferrato como um exemplo de "vizinhos santos". Após a descoberta da doença terminal, depois de ter sido internado no hospício de Casale Monferrato, "nunca o abandonámos - ressalta a prefeita - Com a paróquia e moradores generosos, recolhemos a quantia necessária para as viagens aéreas de repatriamento e os tratamentos necessários, incluindo a morfina.

 

Foi forte e otimista até o fim. Na missão salesiana, onde o médico o atendia, repetia: “Hoje, talvez, esteja pior, mas amanhã estará melhor, sinto muita dor”. No dia seguinte dizia – conta ainda a prefeita -: 'Pensei que estaria melhor, mas é ainda pior. Mas amanhã será melhor'. Seus infinitos 'obrigados' enchiam o coração. Estamos pensando em como 'participar' do luto e como lembrá-lo para sempre".

 

 

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