Pio XII a Hitler: “Se tivermos paz, os católicos serão fiéis, mais do que ninguém”

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09 Junho 2022

 

  • “Pio XII estava muito interessado em chegar a um acordo com o regime nazista e disposto a se comprometer até onde sua consciência permitisse”, segundo o historiador americano David Kertzer.

 

  • De acordo com o livro "O Papa em Guerra: A História Secreta de Pio XII, Mussolini e Hitler".

 

  • "O Papa pediu ao Führer que não continuasse perseguindo a Igreja Católica na Alemanha, e ele se referiu ao fechamento forçado de escolas e seminários católicos ou à publicação de livros antieclesiásticos, embora no final não tenham chegado a nenhum acordo".

 

A informação é publicada por Religión Digital, 08-06-2022.

 

Um novo livro volta a lançar polêmica sobre o papel do Papa Pio XII durante o regime nazista, segundo o qual o Pontífice, por iniciativa de Adolf Hitler, realizou uma série de entrevistas com um enviado do Führer para tentar evitar críticas negativas ao regime nacional-socialista e pedir-lhe que impedisse a Igreja Católica na Alemanha de se posicionar contra os postulados do Terceiro Reich.

 

No livro recentemente publicado The Pope at War: The Secret History of Pius XII, Mussolini, and Hitler, o historiador americano David Kertzer afirma que em 11 de maio de 1939, dois meses após sua eleição como Papa, Pio XII conheceu Philipp von Hessen, a quem teria explicado que estava muito interessado em chegar a um acordo com o regime nazista e disposto a transigir até onde sua consciência permitisse.

 

Não perturbe a Igreja

 

Antes disso, segundo o historiador, o Papa pediu-lhe que não continuasse a perseguir a Igreja Católica na Alemanha, e referiu-se ao encerramento forçado de escolas e seminários católicos, à publicação de livros antieclesiásticos e à redução dos fundos estatais para a Igreja na Áustria.

 

"Tenho certeza de que quando a paz for restaurada entre a Igreja e o Estado, todos ficarão satisfeitos. O povo alemão está unido no amor à sua pátria. Se tivermos paz, os católicos serão fiéis, mais do que ninguém", opina Pio XII num relatório em alemão sobre o encontro com Von Essen, que o historiador diz ter encontrado nos arquivos do Vaticano sobre Pacelli depois que Francisco autorizou sua abertura em 2020.

 

Sem acordo formal

 

Finalmente, após novas reuniões, estas não teriam chegado a nenhum acordo formal entre o Vaticano e o Reich alemão. No entanto, as reuniões silenciaram o Papa em relação às declarações públicas que ele emitiu sobre o regime nazista. Segundo Kertzer, isso é demonstrado, entre outras coisas, pelo comportamento de Pio XII em relação à perseguição nazista aos judeus, que vem sendo discutida há décadas.

 

"Não há indicação de que o Papa tenha se dirigido à campanha nazista contra os judeus europeus", sustenta o historiador. O papa estava principalmente preocupado em proteger a Igreja no Reich alemão e melhorar sua situação. “Durante os terríveis anos da guerra, Pio XII estava sob grande pressão para denunciar o regime de Hitler e suas constantes tentativas de aniquilar os judeus europeus. Mas ele resistiu até o fim”, resume o historiador americano.

 

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