O ‘lobby’ dos combustíveis fósseis tem mais representantes na COP26 do que qualquer país participante

Fonte: PxHere

Mais Lidos

  • Não é tragédia, é omissão de planejamento

    LER MAIS
  • Ao mesmo tempo que o Aceleracionismo funciona, em parte de suas vertentes, como um motor do que poderíamos chamar de internacional ultradireitista, mostra a exigência de uma esquerda que faça frente ao neorreacionarismo

    Nick Land: entre o neorreacionarismo e a construção de uma esquerda fora do cânone. Entrevista especial com Fabrício Silveira

    LER MAIS
  • Ciclo de estudos promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração (CEEM), da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com o Instituto Humanitas Unisinos - IHU, debate a ecologia integral e o ecossocialismo em tempos de mudanças climáticas. Evento ocorre na próxima quarta-feira, 04-03-2026

    “A ecologia é a questão política, social e humana central no século XXI”, constata Michel Löwy

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

09 Novembro 2021

 

O lobby dos combustíveis fósseis está deixando sua pegada na Cúpula do Clima. Sua presença em Glasgow é tão grande que, se este setor industrial fosse um país, seria o que teria a maior delegação de toda a COP26.

 

A reportagem é de Alejandro Tena, publicada por Público, 08-11-2021. A tradução é do Cepat.

 

É o que evidenciam os dados reunidos pela organização Global Witness, que apontam que o número de representantes de empresas de petróleo, carvão e gás é de 503 pessoas. A maior delegação estatal que participa da COP26 é a do Brasil, com 479 representantes. O Reino Unido, que preside a cúpula, tem 230 delegados.

Os dados refletem que o setor de combustíveis fósseis conta com a participação de mais pessoas do que a soma total das oito delegações dos países mais atingidos pela crise climática: Porto Rico, Mianmar, Haiti, Filipinas, Moçambique, Bahamas, Bangladesh e Paquistão.

A Global Witness também destaca que alguns países como Canadá, Rússia e Brasil contam com representantes de empresas nacionais de combustíveis fósseis em suas delegações, o que estaria obstaculizando e atrasando as negociações.

“A presença de centenas de pessoas que são pagas para promover os interesses tóxicos das empresas poluentes de combustíveis fósseis só aumentará o ceticismo dos ativistas climáticos, que veem nessas conversas uma prova a mais do vacilo e o atraso dos líderes mundiais”, afirmou Murray Worthy, líder de campanhas sobre Gás da ONG, aos meios de comunicação.

Esses dados reforçam a imagem de greenwashing denunciada pelos ativistas ecologistas, durante a primeira semana da cúpula. O peso da indústria é tal que os onze principais patrocinadores da COP26 estão ligados aos negócios de petróleo ou gás e, em 2020, somam mais emissões de CO2 do que o emitido pelo Reino Unido.

 

Leia mais