A política invade os quartéis e os militares se apropriam da política, diz nota de organizações civis

Foto: Reprodução | Pacto pela democracia

Mais Lidos

  • O preço do progresso: o lado sombrio dos minerais críticos na Amazônia

    LER MAIS
  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

13 Julho 2021

 

“As Forças Armadas vêm sinalizando obediência primeiro ao presidente (da República) e seu projeto político, e não ao País”, denunciam entidades e institutos brasileiros, que repudiaram a nota da cúpula militar, emitida pelo ministro da Defesa, general Braga Netto, na noite de 7 de julho, criticando a CPI da Covid.

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista.

O “Pacto pela Democracia” destaca que os chefes militares, ao afirmarem que “não aceitarão qualquer ataque leviano às instituições”, e prometerem uma reação “mais dura” caso a CPI volte a fazer citações suspeitas de corrupção envolvendo militares, “transgridem fronteiras estruturantes de qualquer regime efetivamente democrático”. 

Militares estão participando cada vez mais da política e a política “tem entrado cada vez mais nos quartéis, autorizados por membros da alta cúpula, como o general da ativa Eduardo Pazuello, que frequentou ato político do presidente da República sem ser punido, contrariando o regimento militar”, diz a nota das entidades. 

Nos último anos, prossegue o texto, “a prática da intimidação dos poderes da República tem sido crescente por parte das Forças Armadas no Brasil”. A nota responsabiliza o governo federal pela “desastrosa gestão da pandemia” e condena o seu autoritarismo, com ambições golpistas. 

A nota vem assinada por 60 entidade, entre elas a Associação Brasileira de Imprensa, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, a Frente Evangélica pelo Estado de Direito, o Instituto de Estudos Socioeconômicos, Oxfam Brasil, e o Observatório Judaico de Direitos Humanos no Brasil.

 

Nota do Instituto Humanitas Unisinos - IHU

 

Nesta quinta-feira, 15-07, às 17h, o IHU realiza a webconferência Regulações pela violência: impacto das operações policiais e as ações das milícias, com o Prof. Dr. Daniel Hirata.

 

 

 

Leia mais