Teerã pede ajuda ao papa Francisco para pôr fim ao embargo dos EUA ao Irã, especialmente em um momento de pandemia

Sayyed Mostafa Mohaghegh Damad. | Foto: Jamal Nazareth/Wikipedia

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19 Março 2020

O líder xiita Sayyed Mostafa Mohaghegh Damad, diretor do Centro de Estudos Islâmicos da Academia das Ciências no Irã, enviou uma carta ao papa Francisco pedindo sua intervenção junto aos Estados Unidos da América para pôr fim às sanções que impedem o país islâmico de enfrentar de maneira adequada a pandemia de coronavírus, e que já causou muito sofrimento e danos no país asiático. Segundo a agência iraniana IRNA, a carta foi entregue ao vice-ministro das Relações Exteriores Abbas Arakchi para que seja entregue ao embaixador iraniano no Vaticano com um pedido para transmiti-la ao "líder católico mundial", papa Francisco.

A reportagem é publicada por Il Sismógrafo, 18-03-2020. A tradução é de Luisa Rabolini.

Na carta, Mohaghegh Damad relembra o sofrimento do povo iraniano, especialmente as crianças e os idosos, causado por esse doloroso desastre que é a pandemia de coronavírus. São sofrimentos, explica o documento, amplificados pelas sanções do governo dos EUA "que afetam diretamente o bem-estar e a vida do povo iraniano privado de seus direitos naturais" e pela legítima possibilidade e direito de se defender. Sayyed Mostafa Mohaghegh Damad, religioso e estudioso xiita, é uma figura bem conhecida e apreciada pela Santa Sé por ter participado de vários encontros destinados a incentivar o diálogo cristão-muçulmano.

A situação iraniana em relação a uma modalidade de embargo dos EUA é generalizada e afeta vários países com técnicas diferentes. Dezenas de países são vítimas de uma forma de embargo dos EUA. Desde os tempos da presidência de Clinton, a modalidade americana de embargo se espalhou amplamente como arma diplomática no âmbito da política internacional. Deve-se lembrar de que Cuba é vítima dessa conduta dos EUA há quase 60 anos.

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