Pobreza, desigualdade e precariedade. “O capitalismo faz mais mal do que bem”

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22 Janeiro 2020

Um estudo, entre mais de 34.000 pessoas, em 28 países, denota a necessidade de uma mudança no modelo econômico.

A reportagem é publicada por Contrainformación, 21-01-2020. A tradução é do Cepat.

O “Barômetro de Confiança Edelman”, em uma pesquisa realizada antes da reunião dos líderes empresariais e políticos de Davos, perguntou pela primeira vez aos entrevistados sobre como veem o capitalismo.

Segundo os autores do estudo, nas edições anteriores já se vinha mostrando um crescente sentimento de desigualdade. Isso os levou a perguntar aos entrevistados se tinham dúvidas sobre o funcionamento das democracias capitalistas ocidentais.

E, de acordo com David Bersoff, pesquisador principal deste estudo, “a resposta é sim”, crescem as dúvidas sobre o capitalismo.

Este estudo contatou mais de 34.000 pessoas, em 28 países, desde democracias liberais ocidentais, como Estados Unidos e França, até aquelas baseadas em um modelo diferente, como China e Rússia. Nas respostas coletadas, 56% das pessoas concordam que “o capitalismo, tal como existe hoje, faz mais mal do que bem ao mundo”.

Esse percentual cresce para cerca de 75% na Tailândia e na Índia. Na França, esse percentual se situa em um elevado 69% e prevalece a maioria sobre essa afirmação em outros países da Ásia, Europa, Golfo, África e América Latina. Por outro lado, em países como Austrália, Canadá, Estados Unidos, Coreia do Sul, Hong Kong e Japão é uma minoria a que concorda com essa ideia.

A pesquisa confirmou as principais preocupações familiares, que vão desde questões sobre o ritmo do progresso tecnológico e insegurança no emprego, até a desconfiança nos veículos de comunicação e a sensação de que os governos nacionais não estão à altura dos desafios atuais.

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