Presidente do Chile cancela COP um mês antes do evento

Sebastián Piñera cancela reuniões da COP 25 no Chile. | Foto: Gobierno de Chile

Mais Lidos

  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS
  • O Espírito da Verdade des-vela nosso ser verdadeiro. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • Leão XIV: o primeiro ano de um papa centrista. Artigo de Ignacio Peyró

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

31 Outubro 2019

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, comunicou nesta quarta-feira (30) que o país não irá sediar a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2019 (COP-25). O motivo são os protestos que tomam as ruas do país há quase duas semanas. No comunicado enviado à imprensa, Piñera afirmou que as prioridades do governo neste momento são reestabelecer a ordem pública e dar respostas às demandas da população.

A reportagem é de Fernanda Wenzel, publicada por ((o))eco, 30-10-2019.

O cancelamento acontece há pouco mais de um mês do início da COP, prevista para ocorrer entre os dias 2 e 13 de dezembro. A Secretária Executiva de Mudanças Climáticas da ONU, Patricia Espinosa, emitiu um comunicado afirmando apenas que está “explorando opções de sedes alternativas” para o evento.

Carlos Rittl, secretário-executivo do Observatório do Clima, acredita que será muito difícil encontrar um novo país sede em tão pouco tempo: “É muito difícil realizar a conferência em outro lugar com um mês de antecedência. Você leva pelo menos um ano de preparação. E não é apenas logística, tem também preparação de agenda, do papel do país na condução do processo. Isso não acontece em um mês”. Rittl acredita que o mais provável é que a COP fique para o primeiro semestre do ano que vem, mas lembra: “O adiamento da COP não pode ser desculpa para atraso na ação climática”.

Este é o segundo revés da COP-25. Em novembro de 2018, o recém-eleito presidente Jair Bolsonaro retirou o Brasil da lista de países candidatos a receber a evento.

Leia mais