Ex-ministro de Temer pode voltar à Educação em governo de Bolsonaro

Mendonça Filho (DEM-PE) | Foto: Agência Brasil Fotografias – Flickr CC

Mais Lidos

  • Após uma catástrofe, existem três caminhos, explica um dos criadores do termo resiliência: continuar como antes, votar em um ditador que promete segurança ou evoluir e renascer

    “Não se pode debater com fanáticos como Trump. Se você não pensa como ele, você é um idiota”. Entrevista com Boris Cyrulnik, neuropsiquiatra

    LER MAIS
  • Para a pesquisadora, o design das plataformas deixou de ser apenas uma escolha estética de interface e se tornou o principal ator tecnopolítico das Big Techs, moldando o comportamento dos usuários e impactando diretamente o debate democrático

    Economia da atenção: o design algorítmico a serviço da estetização da política. Entrevista especial com Anna Bentes

    LER MAIS
  • Sobre a possibilidade de um golpe de Estado. Artigo de Jean Marc von der Weid

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

19 Outubro 2018

O ex-ministro da Educação no governo de Michel Temer, Mendonça Filho (DEM-PE), está colaborando com a equipe do candidato Jair Bolsonaro (PSL). O nome de Mendonça estaria, inclusive, sendo cogitado para voltar ao mesmo ministério que deixou em abril para se candidatar a senador por Pernambuco. Ele não se elegeu.

Além dele, o nome do empresário Eduardo Mufarej, do grupo RenovaBR, também está sendo considerado para o cargo.

A reportagem é de Renata Cafardo, publicada por O Estado de S. Paulo, 19-10-2018.

Mendonça teve reuniões com o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) em que apresentou o que foi feito na pasta durante a sua gestão e deu sugestões na área para um eventual governo Bolsonaro. Onyx deve assumir a Casa Civil se Bolsonaro for eleito.

Segundo interlocutores, Mendonça teria enfatizado a importância do ensino em tempo integral e a reforma do ensino médio, que Temer aprovou por meio de medida provisória e tem sido a grande bandeira do governo em educação.

Em seu programa, Bolsonaro não menciona a reforma do ensino médio e tem dito que pretende fazer uma “mudança curricular” para tirar questões como gênero e sexualidade das escolas.

A gestão de Mendonça – continuada pelo atual ministro Rossieli Soares – também foi responsável pela finalização da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O documento começou a ser elaborado no governo de Dilma Rousseff e teve várias versões. Na que foi aprovada, no fim de 2017, menções a gênero e sexualidade foram retiradas do texto.

Segundo o Estado apurou, outro nome que estaria sendo cotado para o ministério da Educação é o do empresário Eduardo Mufarej, ex-presidente do grupo Somos Educação, e que está a frente da ONG RenovaBR. A entidade tem o objetivo de formar lideranças para a política. Ele seria uma indicação de Paulo Guedes, economista de Bolsonaro. Guedes não gostaria que a pasta fosse ocupada por um militar.

Em entrevista ao Estado, o general Aléssio Ribeiro Souto, que está no grupo de discussões sobre educação do candidato do PSL, disse que a bibliografia deveria mudar para que professores exponham a “verdade” sobre o “regime de 1964”.

O ex-funcionário da Fundação Getulio Vargas e especialista em educação à distância, Stravos Xanthopoylos, também faz parte do grupo e foi cogitado para o cargo. Mas não há consenso de que ele deva assumir o ministério.

Leia mais