Na Quinta-Feira Santa Papa lavará os pés de presos de Rebibbia

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Por: André | 12 Março 2015

A Prefeitura da Casa Pontifícia informou que o Santo Padre Francisco irá, no dia 02 de abril, Quinta-Feira Santa, ao Novo Complexo Penitenciário de Rebibbia para encontrar os presos desta prisão romana. Às 17h30, na igreja “Pai-Nosso”, celebrará a missa “in Coena Domini” durante a qual lavará os pés de alguns presos desta prisão e de algumas presas da vizinha Casa Penitenciária Feminina.

 
Fonte: http://bit.ly/1Ag8keB  

A reportagem está publicada no sítio Vatican Insider, 11-03-2015. A tradução é de André Langer.

O capelão de Rebibbia, o Pe. Sandro Spriano, falou a respeito em uma entrevista que concedeu à Rádio Vaticano: “Estamos muito felizes porque o Papa acolheu o convite que lhe estendi quando nos encontramos em uma missa na Capela Santa Marta, em setembro do ano passado; ele nos havia dito que, na medida do possível, faria o possível para vir na Quinta-Feira Santa. O fato de que tenha mantido esta promessa, nos dá muito, muito prazer. É algo bonito. Vamos repetir a experiência de três anos atrás, com o Papa Ratzinger, em um contexto diferente e com uma pessoa diferente”.

Uma visita que terá, para os presos, um significado especial: “Sim, porque representa seguramente – observou o capelão – uma atenção importante da Igreja de Roma à sua condição particular. Digamos que são os mais desgraçados; neste caso, fazê-los ver que são filhos de Deus amados pela Igreja e, em particular, pelo Papa, é muito importante para eles. Além disso, será a primeira vez em que celebraremos com homens e mulheres presos. Por esta razão, as presas serão deslocadas da prisão feminina. Será algum muito bonito”.

Recordando a visita de Bento XVI, o Pe. Spriano comentou: “Um lembrança muito viva, porque na época houve uma conversa dos presos com o Papa; ele inclusive fez algumas confidências pessoais e foi algo verdadeiramente fraterno. Neste caso, a celebração terá uma solenidade diferente, mas o gesto do Lava-pés será o momento principal, não apenas liturgicamente; será um momento emotivamente belo”.

Em relação às expectativas pessoais, o capelão conclui: “Esta é uma visita estritamente pastoral. Necessitamos de alguém que venha para nos abraçar, que nos faça sentir parte da sociedade, que nos faça sentir cristãos de uma Igreja mais ampla, e não segregados. O Papa fará isso e nós o desejamos”.