29 Abril 2026
Se você precisasse trabalhar menos, o que faria no tempo de que poderia dispor livremente? Ficaria mais tempo com a família, os filhos? Voltaria a estudar? Cuidaria mais da saúde? Teria mais lazer? Ficaria mais tempo com os amigos/as? Se ocuparia com outras atividades que não renderiam um retorno econômico, mas seriam cheias de sentido?
É possível, hoje, trabalhar menos? Quais seriam as vantagens econômicas, sociais e ecológicas de trabalhar menos?
Mais especificamente, em consonância com os apelos de movimentos, organizações e sindicatos, quais seriam as consequências do fim da escala 6x1 na vida dos trabalhadores/as? Quais frutos gerariam para a sociedade?
No Brasil, temos um vasto histórico de lutas dos trabalhadores/as por redução da jornada de trabalho que remonta ao final do século XIX. Efetivamente, a primeira lei federal que reduz a jornada de trabalho é de 1943, a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que limita a jornada a 48 horas semanais. Apenas em 1988, portanto, 45 anos depois, a Constituição Federal reduz a jornada para 44 horas, carga horária vigente ainda hoje, 35 anos depois.
A nova sensibilidade social indica que os trabalhadores/as não se negam a trabalhar, mas querem trabalhar menos, pois sentem que o coração pulsa mais forte com as coisas que estão além do trabalho, embora sua vivência dependa do trabalho.
Trabalhar menos e ter um trabalho decente deve ser um projeto de sociedade cujo debate não pode se reduzir à questão econômica. Pelo contrário, trata-se de subordinar o trabalho a fins sociais, subtrair tempo da lógica mercantil e incrementar a qualidade de vida dos/as trabalhadores/as-cidadãos/as.
Para aprofundar esse tema, no dia 19 de maio, às 19h30min, realizaremos a análise de conjuntura intitulada Trabalhar menos para viver melhor: fim da escala 6x1 [on-line], com a Profa. Dra. Marilane Teixeira (CESIT/UNICAMP).
Você poderá acompanhar o debate pelos seguintes canais:
- Canal no Youtube do CEPAT
- Página no Facebook do CEPAT
- Canal no Youtube do OLMA
- Sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU
Declaração
Por meio de uma parceria com o Departamento de Ciências Sociais, da Universidade Estadual de Maringá – UEM, ofereceremos a declaração de participação aos interessados. Para se inscrever, basta preencher o formulário clicando nesse link.
Parceiros
Para essa iniciativa, o Centro de Promoção de Agentes de Transformação – CEPAT e o Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Luciano Mendes de Almeida – OLMA contam com a parceria e o apoio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU e do Departamento de Ciências Sociais – DCS, da UEM.
Conheça a nossa convidada
Marilane Teixeira é doutora em desenvolvimento econômico e social, professora e pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, do Instituto de Economia – CESIT/IE, da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, e consultora do Ministério das Mulheres.
Confira o cartaz

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