Francisco, o papa das jornadas impossíveis

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24 Novembro 2021

 

O Papa Francisco não escondeu seu desejo de viajar para países onde tudo parece fechado para ele.

 

A reportagem é de Loup Besmond de Senneville, publicada por La Croix International, 22-11-2021. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

 

“Isso parece loucura, mas eu sinto que ele quer vir”, disse um bispo que ministra um dos mais difíceis países para a Igreja Católica no mundo.

“Eu tive a impressão que nada para Francisco, ele é um papa das jornadas impossíveis”, continuou o impressionado prelado depois de um encontro recente com o papa.

A avaliação do bispo confirma o que muitos tem falado há tempos – que Francisco ainda deseja ir para os lugares onde tudo parece estar fechado para ele.

Poucos anos atrás, quando ele planejava viajar a Bangui, a capital em guerra da República Centro-Africana, o papa disse que ele estava pronto para pular de paraquedas se o piloto não quisesse pousar o avião.

Então, em março de 2021, ele foi para Bagdá e outras partes do Iraque.

Mais “impossíveis” viagens papais estão sendo planejadas atualmente no Vaticano.

A primeira de todas: Sudão do Sul.

Logo que as negociações de paz progredirem, Francisco planejar ir para lá com Justin Welby, arcebispo da Cantuária e líder simbólico da Comunhão Anglicana.

Então de lá a Beirute, o lugar que o papa mais quer conhecer.

“Ele tem o Líbano aqui”, disse uma fonte vaticana, indicando a cabeça com os dedos.

Como se estivesse descrevendo este papa teimoso que não se deixa intimidar por nada.

Não é segredo que o papa também sonha em ir a Pequim e Moscou. Ele tem mostrado sinais contínuos de abertura aos governos chinês e russo para ajudar a fazer isso acontecer, mesmo que isso signifique ser visto como ingênuo.

Quando o papa escolheu o arcebispo Lazzaro You Heung-sik, da Coreia do Sul, em junho passado, para ser o chefe da Congregação para o Clero, a nomeação gerou rumores de uma hipotética viagem papal à Coreia do Norte.

O arcebispo de 70 anos tem sido um dos líderes católicos mais envolvidos na promoção das negociações de reconciliação entre o Norte e o Sul.

O arcebispo You está convencido de que uma visita papal, que vem defendendo há três anos, seria “um passo gigantesco em direção a uma península coreana pacífica”.

Mas essa viagem parece mais distante do que nunca.

No entanto, um observador atento da Cúria Romana fez este comentário irônico: “Mas no final, você sabe, com este papa, você nunca sabe...”.

 

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