Becciu poderia ser acusado de delito de “alta traição”

Angelo Becciu. | Foto: Archidiocesis de Madrid

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29 Outubro 2020

O cardeal Angelo Becciu, demitido pelo papa Francisco, já está sendo investigado pelo Vaticano.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 29-10-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

O cardeal Angelo Becciu, demitido pelo papa Francisco no último 24 de setembro e centro de uma trama de poder, espionagem e supostos desvios de fundos da Secretaria de Estado e do Óbolo de São Pedro, poderia ser acusado do delito de alta traição”, segundo fontes vaticanas consultadas por L’Espresso.

O prelado, que ainda não se apresentou ante as autoridades vaticanas (seus próximos alegam que não foi citado, nem conhece oficialmente a investigação em curso do Vaticano), está sendo investigado dentro da rema na qual está implicada Cecilia Marogna, encarcerada em uma prisão de Milão há duas semanas, e cujo processo de extradição ao Vaticano segue emaranhado e poderia se prolongar durante meses.

Marogna ante o juiz

De fato, ontem mesmo, a Procuradoria mostrou-se contrária à soltura de Marogna enquanto não finalizar o processo de extradição, pelo risco de fuga e de gravidade dos delitos. A “espia” de Becciu está acusada de desvio de fundos vaticanos para a criação de uma rede diplomática paralela à da Santa Sé, pelo valor de pelo menos 600 mil euros, dos quais, boa parte, foram gastos em artigos de luxo.

Investigação do L’Espresso

Becciu, despossuído das funções cardinalícias, mantém – por desejo expresso do Papa – seu salário e seu apartamento na Cúria. A investigação vaticana, segundo revelou L’Espresso nesta semana, aponta não somente a delitos de abusos de autoridade, desvios de fundos, corrupção ou lavagem de dinheiro, mas que “configura-se também o delito de associação delitiva em prejuízo à Santa Sé”, o que poderia culpá-lo por um delito de alta traição.

A trama supõe a existência de uma rede na qual, ademais de Becciu e Marogna, poderiam se encontrar na rede composta por financistas, intermediários, empregados da secretaria de Estado, advogados e consultores em geral, cujos nomes conhecemos nas últimas semanas, desde Enrico Crasso até Raffaele Mincione, Gianluigi Torzi, Fabrizio Tirabassi, Luciano Capaldo e Nicola Squillace.

 

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