Igreja que prometeu cura contra o coronavírus pode ser enquadrada em charlatanismo e estelionato

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03 Março 2020

O Poder de Deus contra o Coronavírus.” O culto realizado no último domingo (1) pela Igreja Catedral Global do Espírito Santo, em Porto Alegre, despertou a atenção do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS). Transmitido pela internet e conduzido pelo autoproclamado profeta Sílvio Ribeiro, a cerimônia prometeu “imunizar” os fiéis contra “qualquer tipo de epidemia, vírus ou doença”, apenas por meio de uma “unção com óleo consagrado no jejum”.

A informação é publicada por Sul21, 02-03-2020.

Segundo a coordenadora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do MP-RS, Angela Rotunno, o culto pode ter incorrido nos crimes de charlatanismo, curandeirismo e estelionato.

(Foto: Reprodução/Facebook)

“O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul (MP-RS), ao tomar conhecimento de que pessoas estão oferecendo cultos com o objetivo de curar ou trazer algum tipo de proteção à qualquer tipo de vírus, inclusive o coronavírus, adotou todas as providências cabíveis”, declarou Angela Rotunno, nesta segunda-feira (2).

Além de ser enquadrado, na área criminal, como charlatanismo, curandeirismo e estelionato, se tiver ocorrido qualquer tipo de pagamento, o culto pode ainda ter implicações na área civil, com o ressarcimento por danos físico ou moral que possam ter acontecido. Na área administrativa, o Ministério Público ainda solicitou explicações da federação a qual pertence a igreja que promoveu o ato.

“Compreendemos que, diante de uma situação de fragilidade emocional que esse tipo de doença provoca, as pessoas se sintam com necessidade de buscar algum tipo de apoio em outras áreas”, ponderou a coordenadora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do MP-RS. Todavia, ela destaca que são os órgãos de saúde do município, do Estado e do governo federal que devem ser procurados.

“Quem souber da existência desse tipo de culto, pode denunciar para todas as autoridades da segurança, inclusive o Ministério Público, para que possamos então adotar as providências cabíveis”, afirmou Angela Rotunno.

 

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