Dogman

Dogman. | Foto: Reprodução Youtube

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27 Fevereiro 2019

"Se trata de uma história de vingança, que assume os contornos do desespero e da impotência num país - no caso a Itália, mas como tantos outros - em que um homem comum não pode contar, para se defender, com o respaldo de instituições", escreve Neusa Barbosa, crítica de cinema, em comentário publicado por Cineweb, 06-02-2019.

Eis o texto.


Cartaz Dogman (Divulgação)

Ficha técnica

Nome: Dogman
Nome Original: Dogman
Cor filmagem: Colorida
Origem: Itália
Ano de produção: 2018
Gênero: Drama
Duração: 118 min
Classificação: 14 anos
Direção: Matteo Garrone
Elenco: Marcello Fonte, Edoardo Pesce, Nunzia Schiano

Sinopse

Marcello tem um negócio cuidando de cachorros numa periferia decadente. Mas não vive só disso, tendo que eventualmente traficar drogas e, pior ainda, fazer favores ilegais a Simoncino, o valentão do bairro - o que trará sérias consequências.

Já vencedor de dois Grandes Prêmios do Júri em Cannes (por Gomorra, em 2008, e Reality, em 2012), o cineasta italiano Matteo Garrone voltou àquele festival em 2018, novamente concorrendo à Palma de Ouro, com este drama intensamente focado e que rendeu ao seu protagonista, Marcello Fonte, o prêmio de melhor ator.

Marcello (Marcello Fonte) é literalmente o homem que ama os cachorros, dirigindo um pequeno pet shop numa periferia decadente. Para completar a renda, ele recorre ao tráfico de drogas, o que o torna vítima do valentão local, Simoncino (Edoardo Pesce).

Brutal, violento, Simoncino envolve Marcello em seus esquemas, que incluem roubos e agressões e o tornam detestado no local. Só que todos o temem, pela figura enorme e sua disposição permanente de partir para a pancada. Miúdo, pacífico, apaixonado pelos cães, Marcello não tem como esquivar-se de fazer-lhe favores.

Mas um dia isso acaba custando caro a Marcello, não só por envolvê-lo com a polícia como por expô-lo à perda de todos os seus laços com a pequena comunidade a que pertence. O ator encarna com uma verdade extraordinária este homem comum, exposto a toda espécie de desastres, sem ter um anjo protetor ao seu lado. Seu rosto enche a tela e não há como não ter empatia por esse pequeno herói anônimo, cujas únicas alegrias são os cães e sua pequena filha (Alida Baldari Calabria).

Mas ninguém duvide, igualmente, de que se trata de uma história de vingança, que assume os contornos do desespero e da impotência num país - no caso a Itália, mas como tantos outros - em que um homem comum não pode contar, para se defender, com o respaldo de instituições.

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