Sínodo: ''É preciso pensar em modos sinodais para a gestão do poder'', defende cardeal Marx

Foto: Vatican News

Mais Lidos

  • Flávio Bolsonaro diz que usará maioria no Congresso para mudar a Constituição e redemocratizar o país

    LER MAIS
  • Teólogo jesuíta italiano ministra terceira videoconferência do Ciclo A teologia da encarnação profunda (deep incarnation), promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, nesta quinta-feira, 08-10-2026, às 10h

    ‘Deep incarnation’ e o monismo relativo de Paolo Gamberini: “Nunca houve, não há e jamais haverá um Logos completamente separado da criação”

    LER MAIS
  • Ao analisar o colapso do pacto representativo, o professor adverte para os perigos ao sistema e defende a necessidade de projetos reais para reconquistar a esperança da sociedade

    Transe democrático: “Enquanto a extrema-direita for viável, eleições terão risco de desconstrução da ordem”. Entrevista especial com Luis Felipe Miguel 

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

06 Outubro 2018

“Sínodo é Igreja a caminho e Igreja em mudança, e isso está sempre ligado ao medo, porque a mudança dá medo. Mas, se há uma pessoa que absolutamente não tem medo agora, é o papa, que quer a mudança e a vivacidade na Igreja.” Assim disse o Pe. Clemens Blattert, jesuíta de Frankfurt, durante o encontro com os jornalistas em nome da delegação alemã presente no Sínodo.

A reportagem é do Servizio Informazione Religiosa (SIR), 04-10-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

“A minha esperança e a minha expectativa de sacerdote de 40 anos que trabalha na Igreja com os jovens é que essa vivacidade interpele também os bispos, a instituição, as comunidades, para que se tenha vontade de mudar, de ter confiança de percorrer novos caminhos, mesmo que inseguros.”

Perguntado se, nestes dias, também se falará de celibato, especialmente em relação às situações de abusos sexuais na Igreja, o bispo Stefan Oster, responsável pela Comissão para os Jovens da Conferência Episcopal Alemã, respondeu citando o estudo alemão sobre os abusos na Alemanha , apresentado em Fulda, na semana passada: as dificuldades das pessoas que abusam não nasceria tanto “do seu estado de vida celibatário”, mas sim dos desvios ligados a uma “sexualidade imatura” ou a uma incapacidade de gerir o poder.

Sobre isso também se pronunciou o cardeal Reihnard Marx e sobre a necessidade, mesmo na Igreja, de “dividir o poder e controlar o poder” para evitar desvios, ou, em outras palavras, de “pensar em modos sinodais para a gestão do poder”.

Um modelo, que surgiu durante a coletiva de imprensa, pode ser representado justamente pelas associações juvenis que funcionam com uma modalidade de compartilhamento das responsabilidades e das decisões.

“Se é verdade que devemos nos concentrar sobre o tema dos abusos – disse o cardeal –, porém, não devemos esquecer que há muitos outros temas que horrorizam, que envolvem os jovens e que surgem na sala do Sínodo: as migrações, o tráfico de seres humanos, a exploração da prostituição.”

“E se percebe que, quando um bispo fala dessas coisas, é porque ele as viu, se encontrou com esses jovens”, afirmou o cardeal.

Por sua vez, sobre o papel dos 35 jovens presentes na sala do Sínodo como auditores e que até agora não falaram, o cardeal Marx disse que eles estão todos sentados de um lado, “mas a sua presença é sentida através dos seus aplausos e se entende o que eles pensam: às vezes, quase não aplaudem, às vezes, o aplauso é impetuoso. E assim também se consegue reconhecer um pouco a orientação, aquilo que agrada aos jovens ou não”.

Leia mais