O aniversário de Bento XVI, "último papa" entre profecias, Satanás e o fim dos tempos

Foto: Centro Televisivo Vaticano | Wikimedia Commons

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17 Abril 2018

Joseph Ratzinger comemorou no dia 16 seu nonagésimo primeiro aniversário. Ele tinha acabado de completar 78 anos quando, em 19 de abril de 2005, foi eleito Papa com o nome de Bento XVI. E tinha 85 em fevereiro de 2013, o mês da clamorosa "renúncia" ao trono de Pedro.

O comentário é de Fabrizio D'Esposito, jornalista, publicado por il Fatto Quotidiano, 16-04-2018. A tradução é de Luisa Rabolini.

Desde então, Ratzinger se autodenominou papa emérito, uma figura nunca antes "experimentada” na história da Igreja. Certamente nada desprovida de ambiguidade jurídica e teológica, como aquela ilustrada por seu secretário, monsenhor Georg Gaenswein, que há um ano falou do ministério petrino "ampliado" com um "papa ativo" e um "contemplativo". Na prática, uma diarquia que serve de moldura e substância às tensões da Igreja de Francisco. O Papa emérito e "contemplativo", mas não um ex-papa, realmente tornou-se o ponto de referência, muitas vezes puxado pela túnica (branca) pela facção clerical e tradicionalista que combate o reformismo de Bergoglio.

Para afirmar a primazia de Bento XVI também vale recorrer a profecias, visões e até mesmo ao apocalipse do fim dos tempos, como foi contado na semana passada. No site Libero, por exemplo, Antonio Socci renovou as profecias medievais de Malaquias sobre Ratzinger "último papa" verdadeiro da Igreja e recordou a resposta que o próprio Bento XVI deu a esse respeito ao seu entrevistador teutônico Peter Seewald: "Tudo é possível".

Depois, há os ataques a Francisco que chegaram do encontro dos rebeldes em 7 de abril passado, em Roma. Naquela ocasião, o bispo cazaque de Astana, Athanasius Schneider, disse que estes tempos lembram a visão e o exorcismo de Leão XIII de 1884, quando o então pontífice "viu" Satanás e legiões de demônios atacarem "a Cátedra da Verdade do beatíssimo Pedro".

Um cenário apocalíptico provocado pelas aberturas de Francisco, que para os clericais da direita é um herege, um luterano e até mesmo o Anticristo, como foi dito pelo cardeal norte-americano Burke em uma entrevista antes do encontro de 7 de abril, trazendo à baila o parágrafo 675 de Catecismo da Igreja Católica.

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