Votar em Bolsonaro é um desastre. Nota do Observatório do Clima

Candidato a presidência Flavio Bolsonaro participa da reunião da bancada do Partido Liberal. (Foto: Beto Barata/PL)

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09 Outubro 2026

Flávio Bolsonaro é negacionista do clima e da democracia; se eleito, a Amazônia e o bem-estar dos brasileiros estarão em risco

A nota é publicada por Observatório do Clima, 08-10-2026.

Eis a nota.

O Brasil deu no último domingo um passo perigoso em direção a uma ruptura democrática e ao desmonte dos direitos humanos e da proteção ambiental. Uma eventual eleição de Flávio Bolsonaro representará o colapso da Amazônia, o fim da proteção aos nossos biomas e o abandono de todos os avanços obtidos pelo país na agenda do clima nos últimos anos. O povo brasileiro não pode deixar que isso aconteça.

Flávio Bolsonaro nega o aquecimento global, vê o meio ambiente como um entrave ao desenvolvimento econômico e tripudia da ciência. É discípulo da cartilha ecocida de seu pai, Jair, que nos legou o maior conjunto de retrocessos socioambientais e humanitários da história. Na herança deixada estão a explosão do desmatamento na Amazônia (60% a mais em relação à média dos quatro anos anteriores), maior alta nas emissões dos gases de efeito estufa em 19 anos, recorde nas invasões de Terras Indígenas, perseguição a povos e comunidades tradicionais, congelamento de mecanismos de financiamento, como o Fundo Clima e Fundo Amazônia, e boicote à ação climática brasileira. O impacto foi negativo para o clima e para o país, incluindo o agronegócio.

Tal pai, tal filho: como senador, Flávio Bolsonaro votou a favor da flexibilização do licenciamento ambiental, foi contra os direitos indígenas ao se posicionar a favor do Marco Temporal, tentou emplacar um projeto de lei que legalizava todo o desmatamento em propriedades privadas e outro para privatizar as praias do país. Foi o único dos 81 membros da Casa a votar contra a lei de adaptação climática em 2024.

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Flávio Bolsonaro, com uma longa ficha corrida de suspeitas e investigações de corrupção e lavagem de dinheiro, seria o homem errado no lugar errado em qualquer cargo público. Mas é difícil imaginar alguém pior para conduzir o Brasil nos próximos anos, em que o mundo ultrapassará 1,5ºC de aquecimento e extremos climáticos mortíferos como a seca da Amazônia e as enchentes do Rio Grande do Sul de 2024 virarão lugar-comum.

Em vez de proteção das nossas cidades, negacionismo e desastres, com graves prejuízos e vidas perdidas. Em vez de recuperação da floresta, desmonte ambiental, grilagem, garimpo e desmatamento. Em vez de garantia de direitos para indígenas, quilombolas e outros povos e comunidades tradicionais, agravamento da violência no campo, do racismo ambiental e da injustiça climática.

No pior momento da crise do clima, a eleição de mais um Bolsonaro ao Palácio do Planalto seria um presente ao crime ambiental e aos que lucram com a destruição do planeta.

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