Operação contra garimpo na Terra Yanomami mira empresários e cantor

Foto: Agência Brasil

Mais Lidos

  • Salário maior, vida melhor aos 90 anos, uma nova ambição para o salário mínimo

    LER MAIS
  • O fim do mundo está próximo! Artigo de Frei Betto

    LER MAIS
  • Dinheiro, fé e antifeminismo: como a direita disputa o voto das mulheres cristãs em 2026. Entrevista com Tabata Tesser

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

26 Setembro 2026

Segundo a PF, uma empresa do cantor Alexandre Pires recebeu R$ 2,5 milhões em lavagem de dinheiro decorrente do garimpo ilegal de cassiterita.

A informação é de ClimaInfo, 23-09-2026.

A Polícia Federal deflagrou na 4ª feira (23/9) a 2ª fase da Operação Disco de Ouro, que investiga a atuação de um grupo criminoso na exploração ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. Entre os alvos da ação estão empresários do Rio Grande do Sul e o cantor Alexandre Pires. Os agentes executaram 12 mandados de busca e apreensão e 17 medidas de sequestro de bens e valores dos suspeitos.

Segundo a PF, as investigações indicam a movimentação e a ocultação de recursos que ultrapassam US$ 48 milhões (R$ 248 milhões). O esquema mobilizava dinheiro por meio de empresas nacionais e estrangeiras, operações financeiras internacionais, contas de terceiros e mecanismos informais de compensação financeira, além de acionar pessoas físicas e jurídicas para pulverizar recursos e dificultar o rastreamento.

🔍 Adicione o Instituto Humanitas Unisinos – IHU às suas fontes favoritas do Google

A empresa A. P. N. Serviços Ltda., de Alexandre Pires, recebeu inicialmente R$ 2,53 milhões em um esquema de lavagem de dinheiro decorrente do garimpo ilegal de cassiterita. Ao todo, o cantor teria recebido mais de R$ 4 milhões. Seu ex-empresário, Matheus Possebon, também é suspeito de envolvimento com o grupo criminoso e chegou a ser preso preventivamente em 2023, após a primeira fase da operação.

Na época, os agentes da PF identificaram transações suspeitas de R$ 1 milhão em favor do artista. Posteriormente, uma empresa estrangeira procurou os investigadores para denunciar um golpe: ela teria comprado quase US$ 50 milhões (R$ 258,3 milhões) em cassiterita brasileira que pretendia negociar na Ásia, mas teria recebido contêineres cheios de brita.

A suspeita é de que o grupo vendedor do minério, liderado por Diego Possebon, irmão de Matheus, recebeu o pagamento e diluiu os valores para dificultar a fiscalização. Além deles, o empresário Carlos Konrath, presidente do conselho de administração da Opus Entretenimento, de Porto Alegre, também foi alvo da operação da PF. A Opus era responsável pelo agenciamento artístico e pela gestão da carreira de Alexandre Pires desde 2020.

A Polícia Federal indica que o grupo explorava cassiterita na Terra Yanomami com base em licenças de lavra garimpeira de Itaituba (PA), para simular a origem legal do minério. O grupo teria perdido cerca de 100 toneladas de cassiterita e 1 kg de ouro durante uma operação de fiscalização na empresa Betser, também suspeita de envolvimento em garimpo ilegal. Com a apreensão, o grupo ficou sem minério para cumprir o contrato com a empresa que denunciou o esquema — o que explica o lote de brita.

Leia mais