Oceanos completam 100 dias consecutivos de calor recorde

Foto: frank mckenna/Unplash

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12 Setembro 2026

Sequência registrou outro marco há poucas semanas, quando cientistas registraram a maior temperatura média diária global da superfície do mar.

A reportagem é publicada por ClimaInfo, 10-09-2026.

Os oceanos do mundo completaram ontem (10/9) 100 dias consecutivos de calor recorde, segundo cientistas independentes da Climate Central que monitoram diariamente a temperatura global da superfície do mar com base em dados da Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, sigla em inglês). O marco ocorre após um período extremo de estresse térmico nos oceanos, causado principalmente pelas mudanças climáticas, cuja principal causa é a queima de combustíveis fósseis.

O período coincide com novos recordes de temperatura global. Segundo o Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia, o trimestre entre junho e agosto de 2026 foi o mais quente já registrado. Além disso, o Copernicus confirmou que o mês passado foi o mais quente já registrado em todo o mundo (saiba mais aqui), com a temperatura média global do ar 1,65°C superior à média pré-industrial, informa o Financial Times.

A sequência de calor oceânico registrou outro marco em meados de agosto, quando cientistas registraram, de forma preliminar, a maior temperatura média diária global da superfície do mar já observada – 21,1oC, batendo o recorde anterior, de 1º de março de 2024. “Os dados mais recentes mostram que 2026 já está quebrando recordes de calor nos oceanos, e é provável que isso continue em 2027 e por muito tempo no futuro se não reduzirmos as emissões de gases de efeito estufa”, disse Zachary Labe, cientista climático da Climate Central.

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Segundo Labe, os impactos vão desde o aumento da intensidade e da frequência de eventos climáticos extremos até consequências devastadoras para os ecossistemas marinhos, com efeitos crescentes sobre as comunidades costeiras e a economia global. “As implicações desses novos recordes de temperatura dos oceanos são vastas, e agora podemos vincular claramente esse excesso de calor às mudanças climáticas provocadas pela atividade humana.”

O marco dos 100 dias ocorre com um “Super El Niño” a caminho. Mas, desta vez, o fenômeno está se desenvolvendo sobre oceanos já excepcionalmente quentes. Um aquecimento que tem impactos sobre a pesca e o abastecimento de alimentos, recifes, turismo, infraestrutura energética, comunidades costeiras e empresas.

“Isso deveria preocupar todos os ministros da Fazenda, não apenas todos os ministros do Meio Ambiente”, afirmou Tom Pickerell, diretor global do Programa de Oceanos e chefe do Secretariado do Painel de Alto Nível para uma Economia Oceânica Sustentável do World Resources Institute (WRI).

Express, Portal do Agronegócio e Band também noticiaram o marco dos 100 dias consecutivos de calor recorde dos oceanos.

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