França tem o mês mais quente em 126 anos

Foto: Luca Micheli/Unplash

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05 Agosto 2026

A agência Météo France confirmou que julho de 2026 foi o mês mais quente já registrado na França desde o início da série histórica, em 1900. Com temperatura média de 24,9ºC, o último mês bateu os recordes históricos de agosto de 2003 (24,8ºC) e julho de 2006 (24,4ºC). O calor intenso também causou um déficit hídrico significativo de quase 70% em média, o que colocou julho de 2026 como o 3o mês mais seco da história francesa, depois de julho de 2022 (85%) e julho de 2020 (75%).

A informação é publicada por ClimaInfo, 04-08-2026. 

Assim como o mês anterior, julho apresentou uma anomalia significativa de temperatura, de +3,8ºC, chegando a +5,2ºC para as máximas, em comparação com a média normal de temperaturas. As temperaturas máximas foram impulsionadas por uma onda de calor de 4 a 19 de julho, a segunda do ano. Durando 16 dias, ela figura entre as ondas de calor mais longas já registradas no país, atrás apenas das de julho de 1983 (23 dias) e julho de 2006 (21 dias). Em seu auge, 37 departamentos franceses foram colocados em alerta vermelho de onda de calor e 46 em alerta laranja.

O calor foi muito intenso em quase todo o país, independente do período do dia. O dia 12 de julho foi o mais quente, com temperatura média de 28,1ºC em 24 horas. Já as noites de 13 e 15 de julho foram as mais quentes, com temperatura média de 21,4ºC na França continental e na ilha de Córsega, no Mediterrâneo.

A combinação de calor intenso e tempo seco foi decisiva para que a França experimentasse sua primeira “tempestade de fogo”, que impulsionou incêndios florestais na região de Gironda, no litoral sudoeste do país. Cerca de 41 mil hectares foram consumidos pelo fogo, forçando a evacuação de mais de 220 mil pessoas.

O mês passado também foi marcado por tempestades severas. Mais de 20 mil raios foram registrados em 16 de julho, tornando-o o dia com maior número de descargas elétricas do ano até agora. Uma tempestade severa atingiu a região de Saint-Étienne, no departamento de Loire, provocando um tornado e fortes chuvas. Já no dia 25 de julho, um sistema de tempestades atingiu a Riviera Francesa, trazendo chuvas intensas em Apt (Vaucluse), Aigues-Mortes (Gard) e Cassis (Bouches-du-Rhône).

O calor intenso deste verão no Hemisfério Norte está forçando os europeus a repensarem seus planos para o período. Historicamente, os meses mais quentes são o principal momento do ano para descanso e viagens de turismo. No entanto, com muitos destinos no continente afetados pelas altas temperaturas, como a Grécia, os viajantes europeus estão pensando duas vezes antes de programar viagens para localidades mais quentes.

Para quem opta por ficar em casa, especialmente em países como França, Alemanha e Reino Unido, a falta de ar-condicionado é um empecilho particularmente delicado. Não à toa, muitos parques, áreas verdes e rios se tornaram destinos disputados mesmo à noite como uma maneira de se refrescar do calor, informam New York Times e Folha.

AFP, Bom Dia Brasil, CartaCapital, CNN Brasil, Folha, Le Monde, Reuters e UOL, entre outros, repercutiram o recorde histórico de calor na França em julho.

Em tempo

A devastação genocida causada pelos ataques de Israel não é o único problema dos palestinos na Faixa de Gaza. O calor intenso das últimas semanas tornou ainda mais difícil a sobrevivência no território, que ainda sofre com a ajuda humanitária insuficiente e ataques esporádicos de forças israelenses. Restritas a abrigos em tendas de plástico, as famílias palestinas estão se desdobrando para se refrescar em meio às altas temperaturas deste verão. A Al-Jazeera dá mais detalhes.

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