Parolin: "Infelizmente, estamos indo na direção oposta; as perspectivas de paz continuam inexistentes"

Pietro Parolin. (Foto: Kremlin | Wikimedia Commons)

Mais Lidos

  • OpenAI: a história do ataque hacker descontrolado à IA também preocupa a China

    LER MAIS
  • Como o Imposto de Renda favorece altas rendas e penaliza trabalhadores

    LER MAIS
  • Pesquisadoras explicam dinâmica hidrológica da Bacia do Taquari-Antas, destacam as Zonas de Arraste geradas pela força das águas e refletem sobre o desafios para tornar as cidades mais resilientes

    Inundações no RS: adaptação climática precisa se consolidar como princípio estruturante das políticas urbanas. Entrevista especial com Izabele Colusso e Sofia Royer Moraes

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

24 Julho 2026

O secretário de Estado do Vaticano pede a retomada das negociações entre os EUA e o Irã, critica a decisão de Israel de construir um muro na Faixa de Gaza e expressa pessimismo quanto a uma paz imediata na Ucrânia.

A reportagem é publicada por Vatican News e reproduzida por Religión Digital, 23-07-2026.

"Parece-me que, infelizmente, estamos caminhando na direção oposta: está havendo uma escalada, enquanto as perspectivas de paz permanecem inexistentes." Foi assim que o cardeal secretário de Estado Pietro Parolin se expressou em resposta às perguntas dos jornalistas à margem do lançamento do livro "Páscoa da Paz: de João XXIII a Leão XIV rumo ao Jubileu de 2033", do jornalista e diretor da TG2 Antonio Preziosi, realizado ontem à tarde no Palazzo Borromeo, sede da Embaixada italiana junto à Santa Sé, comentando os últimos acontecimentos da guerra na Ucrânia.

O cardeal relatou que, segundo Dom Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados e Organizações Internacionais, ao retornar de uma missão de seis dias ao país, durante a noite de sábado para domingo ocorreu "um dos ataques mais intensos" já registrados desde o início do conflito.

Retomada das negociações no Irã

Em relação ao Irã, o secretário de Estado observou que o memorando de entendimento não é mais válido e expressou sua preocupação com a evolução da situação. "Não sei como isso vai terminar; acho que poucas pessoas sabem, talvez ninguém", afirmou, lembrando que havia esperança de que o acordo assinado pudesse funcionar. Ele prosseguiu, dizendo que a esperança é que as negociações sejam retomadas para se chegar a um acordo estável "para o bem do país e também para o bem do mundo", já que "essas situações põem a paz em risco".

"Não aos muros, sim às pontes"

Em relação às notícias recentes sobre o muro que o exército israelense está construindo na Faixa de Gaza, o cardeal reiterou a posição da Santa Sé: "Podemos resumir em um lema: não aos muros, sim às pontes". Um princípio, explicou ele, que também representa a opinião do Vaticano sobre essa iniciativa.

Parolin então abordou a violência que irrompeu em Bolonha após a morte de Abderrahim Fakir, expressando seu pesar pelo ocorrido. "Só espero que a verdade possa ser revelada", afirmou, instando a que as investigações sejam conduzidas "em um ambiente calmo, certamente sem violência", que, acrescentou, "nunca é construtiva".

O papel da Igreja na paz

Por fim, o cardeal reiterou o papel da Igreja na promoção do diálogo e da paz, também em relação à retórica violenta que caracteriza a opinião pública na Itália após a condenação do joalheiro Mario Roggero: "A Igreja continua a repetir palavras que possam ser úteis", afirmou, lembrando a parábola do semeador e esperando que tais palavras de encorajamento "deem frutos". "A Igreja nunca se cansa de repetir" esses apelos e, concluiu, "independentemente dos resultados que possam ser obtidos, é correto continuar insistindo nesses valores que contribuem para uma convivência pacífica e construtiva".

Leia mais