23 Julho 2026
A Grande Barreira de Corais da Austrália, uma das maiores estruturas vivas do mundo, corre um risco muito alto de branqueamento extremo e generalizado e de colapso ecossistêmico por conta do “Super El Niño” que está se formando. O alerta é de um grupo de cientistas, que indica a possibilidade de extinções localizadas de algumas espécies de corais dentro da Grande Barreira.
A informação é publicada por ClimaInfo, 22-07-2026.
“É muito provável que vejamos um branqueamento em massa de larga escala e de gravidade na Grande Barreira de Corais”, afirmou Morgan Pratchett, da Universidade James Cook de Queensland (Austrália), durante o Simpósio Internacional sobre Recifes de Coral, realizado em Auckland, na Nova Zelândia, citado pela AFP.
O branqueamento é um problema cada vez mais frequente entre os corais, inclusive na Grande Barreira. Com o aquecimento dos oceanos, decorrente das mudanças climáticas causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, as condições ambientais têm se tornado cada vez mais desfavoráveis à sobrevivência de diversas espécies de coral. Desde 2016, a Grande Barreira experimentou seis ondas de branqueamento em massa, sendo que a última ocorreu entre 2024 e 2025.
Apesar de não ser necessariamente fatal, o branqueamento prolongado e repetido enfraquece os corais, podendo resultar na morte de colônias inteiras. Com a perspectiva de mais calor no Pacífico por conta do El Niño, o risco é de que a próxima onda de branqueamento seja tão intensa que o ecossistema não tenha mais condições de se recuperar, sofrendo um colapso generalizado.
Para os cientistas, a perda dos corais na Grande Barreira é um forte sinal do descontrole climático e da falta de vontade dos governos em enfrentar efetivamente a causa do problema – o consumo de combustíveis fósseis.
“Se você estivesse em um grande navio, como o Titanic, e alguém se aproximasse e dissesse que o navio estava afundando, você entraria imediatamente em um bote salva-vidas. Não estamos fazendo isso. O navio está afundando de forma realmente catastrófica e não estamos percebendo a gravidade da situação”, lamentou Ove Hoegh-Guldberg, professor da Universidade de Queensland.
Folha e Jornal de Brasília também noticiaram o alerta sobre a Grande Barreira de Corais.
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