A Igreja paraguaia confia no "esclarecimento completo" das acusações contra Cristóbal López Romero

Foto: Vatican Media

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09 Julho 2026

O Cardeal de Rabat, com dupla nacionalidade (espanhola e paraguaia), esteve destacado durante quase 20 anos no Paraguai e na Bolívia.

A informação é publicada por Religión Digital, 08-07-2026.

A Igreja Católica em Assunção, capital do Paraguai, expressou na quarta-feira sua confiança no "esclarecimento completo" das alegações de abuso sexual contra o cardeal-arcebispo de Rabat, dom Cristóbal López Romero, que se afastou de suas funções enquanto é investigado.

"A Arquidiocese da Santíssima Assunção considera apropriado aguardar o desenvolvimento das investigações e as ações correspondentes, e acompanha com suas orações todas as pessoas envolvidas", afirmou a entidade liderada pelo cardeal paraguaio Adalberto Martínez, em um comunicado à imprensa.

A este respeito, afirmou confiar "que este processo contribuirá para o pleno esclarecimento dos fatos e se desenrolará de acordo com a verdade, a justiça e a caridade".

A autoridade eclesiástica detalhou que tomou conhecimento da declaração emitida pela Arquidiocese de Rabat, na qual o prelado anunciou sua decisão de se afastar de suas funções religiosas públicas e atos pastorais após a confirmação da investigação contra ele sob acusações de "comportamento inadequado para com mulheres adultas".

Cinco mulheres acusaram o arcebispo de Rabat, de 74 anos, de supostos abusos sexuais, segundo uma reportagem da AFP baseada em uma investigação divulgada na terça-feira.

Fontes consultadas pela EFE garantem que não existem denúncias de abuso contra o arcebispo no sistema judiciário marroquino.

"Não cometi nenhuma agressão, violência ou assédio sexual", afirmou López Romero em uma breve declaração à EFE.

O prelado foi um dos 133 cardeais que participaram do conclave para eleger o sucessor do Papa Francisco, e seu nome chegou a figurar nas listas de papáveis.

Natural de Almería, foi educado pelos Salesianos, estudou jornalismo em Barcelona e viveu durante quase 20 anos no Paraguai, onde obteve a nacionalidade paraguaia, e na Bolívia.

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