Eliane Brum e o chamado amazônico. Artigo de Faustino Teixeira

Usina de Belo Monte. (Foto: Joedson Alves/Agência Brasil | Agência Pública)

19 Junho 2026

"Em razão de um chamado da AmazôniaEliane Brum acabou mudando-se para a região em 2017, e justamente para o epicentro do impacto de Belo Monte. Sentia uma necessidade premente de mudar a perspectiva de seu olhar para o Brasil, sobretudo depois de perceber que a floresta era, na verdade, o centro do mundo", escreve Faustino Teixeira, professor emérito da Universidade Federal de Juiz de ForaUFJF e colaborador do Instituto Humanitas UnisinosIHU.

Eis o artigo.

Tenho acompanhado há décadas o excepcional trabalho de Eliane Brum, que é repórter, escritora e documentarista. Talvez seja hoje no Brasil um dos maiores expoentes do jornalismo, com impacto internacional. O que acho mais significativo no trabalho dela, é a capacidade de escuta e atenção à causa dos mais marginalizados. É uma profissional de sensibilidade única, que vem dedicando sua vida e seu corpo ao compromisso com a causa da Amazônia. Sua presença pública e profética possibilitou um reconhecimento singular, com mais de 40 prêmios nacionais e internacionais em seu trabalho jornalístico. Venceu os prêmios Esso, Vladimir Herzog e Maria Moors Cabot (Universidade de Columbia), que é o mais importante das Américas, e também o mais antigo. Venceu ainda o prêmio Jabuti de melhor livro de reportagem, em 2007, com a obra A vida que ninguém vê [1].

Eliane Brum nasceu no município de Ijuí, no Rio Grande do Sul, em maio de 1966, tendo assim completado 60 anos em 2026. Vem dedicando sua vida ao trabalho do jornalismo, tendo atuado por 11 anos no jornal Zero Hora, de Porto Alegre. Atuou também, desde 2009, como colunista de opinião na revista Época (São Paulo), e a partir de 2016, no site do jornal El País Brasil, bem como na editoria da seção internacional do mesmo jornal, na Espanha.

Nos últimos anos passou igualmente a colaborar com o jornal britânico The Guardian. Seu mais recente e singular empreendimento foi a fundação da Plataforma Trilingue, Sumaúma, criado em 2022. Trata-se de um trabalho coletivo que visa um claro posicionamento em favor dos povos-floresta, em seu trabalho contra a “guerra” que vem sido movida contra a natureza e os povos originários e ribeirinhos. No compromisso assumido com a plataforma Sumaúma, ela conta com a presença de seu companheiro, o também jornalista Jonathan Watts, com quem se casou em novembro de 2020. Como correspondente do The Guardian, Watts escreveu em 2020 um antológico artigo sobre a luta pela Amazônia, identificada como a grande batalha do século XXI.

Eliane Brum sempre se identificou como uma jornalista de esquerda, mas livre com respeito a compromissos partidários. Suas reportagens foram sempre caracterizadas por muita isenção e liberdade. O seu percurso no jornalismo foi marcado por duas linhas bem claras. No início, pela escuta das periferias da Grande São Paulo, e hoje, preponderantemente, pela escuta dos povos da floresta amazônica, concentrando-se, sobretudo, no Médio Xingu, junto às famílias ribeirinhas deslocadas pela construção da Usina de Belo Monte [2].

Nessa reflexão vou me concentrar nos trabalhos assumidos por Eliane Brum com os povos-floresta na Amazônia. As primeiras idas da repórter ao Amazonas datam da década de 1990. Era um trabalho marcado por idas e vindas. Em certo momento, ela sentiu um chamado particular, voltado para uma maior inserção na floresta. Isso ocorreu em 2004, quando literalmente “bota o seu corpo” na Amazônia, agora de outra forma.

Como ela mesma sublinha: “Me tornei a primeira jornalista a viajar à Terra do Meio, naquele momento muito mais isolada do que hoje e muito mais difícil de alcançar. Eu viajava como um homem pequeno, de corpo miúdo de passarinho e olhos de gato-do-mato” [3]. Estava agora firmado “um outro ser-e-estar no mundo” junto às comunidades tradicionais da Amazônia, em particular os beiradeiros ou ribeirinhos [4]. Era algo que envolvia radicalmente a corporalidade da jornalista, como ela gosta muito de indicar. O que ela busca com o seu novo trabalho é suscitar uma “inversão” de olhar sobre o Brasil, agora visto a partir do centro do mundo.

Em setembro de 2014, Eliane Brum participou de um importante evento na cidade do Rio de Janeiro, que foi o Colóquio Internacional Os mil nomes de Gaia: do Antropoceno à Idade da Terra. O encontro foi organizado por Eduardo Viveiros de Castro e Déborah Danowski, e contou com a participação de grandes especialista na temática ambiental, como Bruno Latour, Donna Haraway, Vinciane Despret, Isabelle Stengers, Dipesh Chakrabarty, e tantos outros. A intenção do evento era abordar a delicada situação da Terra em razão da crise ambiental e climática. A expressão “Gaia” envolvia uma maneira diversa de ocupar e imaginar o espaço. Gaia seria um chamado urgente de resistência ao Antropoceno com a violenta “pegada” do humano sobre a Terra [5]. Para Eliane Brum, a participação no evento provocou nela “redemoinhos” em sua cabeça. Serviu como uma chispa poderosa e inaugural para sua reflexão [6]. Ao final do encontro, realizou uma longa entrevista com Eduardo e Débora, que teve uma ampla repercussão, sendo publicada no jornal El País [7].

Estava criado um novo circuito reflexivo na vida de Eliane Brum. Em sua visão, “o evento era ao mesmo tempo um alerta e um convite irresistível para pensar a experiência humana a partir dos impactos de uma espécie que havia se convertido numa força de destruição capaz de alterar a morfologia do planeta” [8]. A partir de então, um novo mantra, de autoria de Donna Haraway, passou a acompanhar a reflexão de Eliane: “É preciso viver com terror e alegria”. Ao final de seu livro sobre o Brasil, a autora fala da importância da manutenção da alegria, que é, em verdade “a prova dos nove”. Fala do desafio de uma resistência viva, que acontece no meio da luta, mantendo viva a alegria. Diz:

“Se contarmos apenas como um, não podemos nada. Temos que ser um + um + um. E então poderemos muito (...). A arte não é adereço. Ela tira as pessoas do lugar. Ela faz pensar. Ela questiona o poder. E ela junta diferentes. Precisamos fazer arte. E precisamos rir. Rir junto com o outro, e não rir do desespero do outro (...). Vamos rir juntos dos perversos que nos governam. Vamos responder à tentativa de controle de nossos corpos exercendo a autonomia dos nossos corpos. Vamos libertar as palavras fazendo poesia” [9].

No mesmo colóquio sobre Gaia, Donna Haraway tinha sublinhado a importância da noção de “guerra” para abordar os novos caminhos de luta na defesa da Terra. E dizia da importância de buscar decisivamente novos aliados para uma batalha que se anunciava muito difícil. Indicava a importância do trabalho “por alinhamentos na barriga do monstro”. E isso implicava em não ficar, simplesmente, “absorvidos demais pela dramaturgia dos terranos e humanos” e buscar novos caminhos e alianças [10].

Quando Eliane Brum participou do Colóquio, Os mil nomes de Gaia, já estava em curso a construção da Usina Belo Monte, iniciada oficialmente em junho de 2011, no rio Xingu. O trabalho foi iniciado depois que a empresa Norte Energia venceu o leilão, ganhando a concessão para a sua construção. A obra foi aprovada durante o mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, mas já era um projeto antigo da ditadura militar, que foi, por sorte, barrado na ocasião em razão da resistências dos povos indígenas do Xingu e dos movimentos sociais de Altamira, no Pará [11].

Como mostrou Eliane Brum, os movimentos sociais da região eram muito organizados naquele período: “a maioria das lideranças dos movimento sociais da Amazônia era também fundadora do PT na região de Altamira”. Não se podia imaginar que Belo Monte iria nascer justamente no momento do governo do PT. Por ironia da sorte “só o PT poderia fazer Belo Monte, exatamente porque ninguém acreditava que o PT faria Belo Monte (...). Quando alguns anos mais tarde ficou claro que Belo Monte se materializaria no Xingu, um dos maiores e mais biodiversos rios da bacia amazônica, já era tarde demais para organizar a resistência” [12].

A inauguração de Belo Monte, em 2016, ocorreu também no governo do PT, sob a presidência de Dilma Rouseff. Aliás, foi um de seus últimos atos públicos e midiáticos, antes da ocorrência de seu impeachment. A Igreja Católica foi um dos focos de resistência a Belo Monte, sobretudo na figura do bispo profético dom Erwin Krautler [13]. Sua oposição aos acontecimentos não foram suficientes para barrar o empreendimento desenvolvimentista.

Durante os 13 anos de governo do PT, pelo menos 3 importantes rios da região amazônica foram barrados, com funestas consequências. Além do rio Xingu, podem ser igualmente citados os rios Madeira e Teles Pires. E o rio Tapajós escapou por pouco, em razão da resistência do povo indígena Munduruku [14]. Em recente artigo sobre os fungos da Amazônia, Eliane Brum retoma o tema de Belo Monte, identificando-o com um verdadeiro apocalipse. Como mostrou a jornalista, “a hidrelétrica barrou o Xingu e transformou Altamira em uma das cidades mais violentas do Brasil, expulsando milhares de pessoas da floresta ao afogar ilhas e devorar porções de terra firme” [15].

A hidrelétrica de Belo Monte desfigurou a paisagem, afogando ilhas e revelando o tenebroso dos paliteiros por todo canto, que são “os bosques de árvores mortas afogadas, que se estendem ao céu com galhos secos em forma de súplica” [16]. As paisagens, como indicou Anna Tsing, são “mundos de vida ativos, sustentados por traços e legados materiais, mas ainda abertos a formas e possibilidade emergentes” [17]. O que se entende aqui por paisagens é diferente da visão do senso comum. Paisagens são também “encontros de pessoas e lugares cujas histórias estão impressas na matéria, incluindo matérias vivas”, como bem mostrou William Balée, citado por Eliane Brum [18].

A Usina de Belo Monte provocou, na verdade, um profundo ecocídio na região do Xingu, com duras repercussões psicológicas na vida da população que foi expulsa para a periferia de Altamira. Na visão de profissionais de saúde mental, o deslocamento forçado da população ribeirinha suscitou uma corrosão do modo de vida e a destruição de laços comunitários. Junto a isso, ocorreu ainda um acirramento profundo de violência e mortes na região. O impacto maior se deu entre as crianças, mas também entre os adultos e velhos [19]. Tudo isso pode ser claramente observado no documentário Eu + 1: uma jornada de saúde mental na Amazônia.

O documentário busca registrar a jornada de uma equipe de atenção em saúde mental que veio de São Paulo, com a presença de Christian Dunker, com o intuito de escutar os ribeirinhos atingidos pela hidrelétrica de Belo Monte. Foi quando se firmou a construção da Clínica de Cuidado a partir das vozes dos que foram afetados pelo ecocídio de Belo Monte, em particular o testemunho dramático de João Pereira da Silva [20].

Um dos casos relatados por Eliane Brum, dentre inúmeros outros que afetaram as famílias de Belo Monte, foi o de Antonio e Dulcineia. Os dois eram beiradeiros numa lha do Xingu. Depois de expulsos de sua terra, passaram a viver numa casa alugada na periferia de Altamira. Da noite para o dia se tornaram pobres. Antonio dizia que antes vivia “melhor até mesmo do que qualquer pessoa de São Paulo”. A vida seguia um ritmo de alegria e segurança. Dizia: “Se eu quisesse ir para a roça eu ia, e se eu não quisesse, a roça ia estar lá no outro dia. Se eu quisesse pescar eu ia, mas se eu preferisse tirar açaí em vez disso eu tirava. Eu tinha rio, eu tinha mato, eu tinha sossego. Na ilha eu não tinha porta. E eu tinha lugar”. Depois tudo mudou. E arremata: “Ser pobre é viver no inferno” [21].

Em razão de um chamado da Amazônia, Eliane Brum acabou mudando-se para a região em 2017, e justamente para o epicentro do impacto de Belo Monte. Sentia uma necessidade premente de mudar a perspectiva de seu olhar para o Brasil, sobretudo depois de perceber que a floresta era, na verdade, o centro do mundo. E disse: “Para ser coerente com minhas ideias, desloquei o meu corpo e, com ele, a minha experiência e o meu olhar” [22]. Eliane estava convicta dessa decisão, como algo que envolvia todo o seu corpo. Dizia que a Amazônia é como uma sucuri, que salta para dentro do corpo, “que estrangula a espinha dorsal do nosso pensamento e nos mistura à medula do planeta” [23]. Tudo isso era simplesmente a consequência vital de quem entra de fato na floresta e deixa-se hospedar por ela. 

A jornalista foi igualmente impactada pelas reflexões desenvolvidas pelo cientista Antonio Nobre, em 2014, quando ele lançou o relatório sobre “o futuro climático da Amazônia” [24]. Como ela relata, ele foi também um grande marco em sua vida. Na visão de Eliane Brum, Antonio Nobre foi um dos cientistas brasileiros “que mais incorporou a compreensão dos povos da floresta e também por isso a linguagem de seus textos científicos é atravessada pela poética que ele percebe na natureza” [25].

Um pouco depois da mudança para Altamira, por volta de 2021, outra grande mudança se processou na vida e no corpo de Eliane Brum, com a percepção viva da interligação de todas as coisas. A vida junto à floresta favoreceu uma ampliação ainda maior do olhar. Foi quando conheceu a cientista Noemia Ishikawa, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Trata-se de uma das mais importantes especialistas sobre os fungos no Brasil.

O contato entre as duas ocorreu em 2021, quando a cientista visitou a comunidade onde vive Eliane Brum com seu companheiro Jonathan Watts, em Altamira.  Os dois tinham comprado um terreno degradado nos arredores da cidade, visando a sua recuperação, como um enclave verde de resistência. Foi quando descobriram a grande riqueza do mundo “invisível” dos fungos. Sabemos que apenas 10% deles são conhecidos pela ciência, e que os outros 90%, ainda desconhecidos, estão nas florestas tropicais.

Durante a visita, Noemia convidou os amigos para uma visita noturna à floresta, na proximidade da propriedade adquirida pelo casal. Ao chegar na localidade determinada, Noemia pediu aos visitantes para apagarem suas lanternas. Ali naquele breu, como relata Eliane, a sensação era de profunda fragilidade, diante da presença de um mundo marcado por uma vitalidade inaudita. Estavam todos diante de uma “overdose de vida”, como relatou Eliane. Depois de cerca cinco minutos, as luzes começaram a surgir por todo canto: “Havia estrelas por todo o chão da floresta, no tronco das árvores, nos arbustos, nas folhas” [26]. Estavam todos diante dos fungos bioluminescentes. Era um dos temas de pesquisa de Noemia Ishikkawa, sobre o qual escreveu um belo livro: Brilhos na floresta [27].

Dentre os estudiosos de fungos e cogumelos com os quais Eliane Brum tomou contato estão Anna Tsing e Merlin Sheldrake [28]. A abertura do novo horizonte transfigurou a experiência amazônica de Eliane Brum, podendo assim sentir-se mais vivamente um ser-floresta. A experiência com os fungos revelou para Eliane a teia de vida que vigora sob os nossos pés. Ela revela em artigo esse aprendizado, já presente entre os povos originários e os ribeirinhos. Trata-se da presença de vitalidade na noite.

Como relatou para ela a pesquisadora Noemia, com base na fala de um pesquisador da Universidade de Kyoto, Takehide Ikeda, “a metade do mundo está sempre escura, mas as pessoas só olham para a parte clara”. Na verdade, como lembra Eliane Brum, “existe o que a gente vê, que é quase nada. Existe o que a gente sabe que existe porque alguém pesquisou, que é um pouco mais, mas ainda é quase nada. E existe o que a gente não sabe que existe, que é quase tudo” [29].

É uma visão rica, que expressa a grande complexidade e vitalidade que nos envolve por todos os lados, e que rasga a visão antropocêntrica predominante no mundo dos brancos revelando uma grande pobreza do olhar sobre a Terra. Como mostra Eliane, “é muita arrogância achar que para que todos os outros tenham o direito de existir, tanto as gentes quanto os territórios precisam passar pela aprovação do nosso magnânimo amor” [30]. Como precisou com acerto o líder indígena Ailton Krenak, “os humanos não são os únicos seres interessantes que têm uma perspectiva sobre a existência. Muitos outros também têm” [31].

Esse é, portanto, o lindo e corajoso itinerário de vida de Eliane Brum que convergiu para o centro do mundo que é a Amazônia. Foi quando então o banzeiro, que é como os povos do Xingu nomeiam a brabeza do rio, enraizou-se na carne da jornalista, e seu coração foi dominado por tal redemunho de vida. Vem passando agora por um processo gradual de desbranqueamento no sentido de uma partilha integral de ser-floresta com todas os povos originários, os ribeirinhos e as demais espécies companheiras [32].

Notas

[1] Eliane Brum. A vida que ninguém vê. Porto Alegre: Arquipélago Editorial, 2006.

[2] Eliane Brum. Brasil, construtor de ruínas. Um olhar sobre o país, de Lula a Bolsonaro. Porto Alegre: Arquipélago, 2019, p. 7.

[3] Eliane Brum. Banzeiro Òkòtó. Uma viagem à Amazônia centro do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2021, p. 143.

[4] Ibidem, p. 79.

[5] Sobre o colóquio foram produzidos dois livros: Débora Danowski; Eduardo Viveiros de Castro; Rafael Saldanha (Org.). Os mil nomes de Gaia. Do Antropoceno à idade da Terra. Vol 1. Rio de Janeiro: Machado, 2022 (e volume 2, em 2023).

[6] Eliane Brum. Banzeiro Òkòtó, p. 128.

[7]Diálogos sobre o fim do mundo. El País, 29 de setembro de 2014 (Entrevista de Eliane Brum com Eduardo Viveiros de Castro e Déborah Danowski).

[8] Eliane Brum. Banzeiro Òkòtó, p. 129.

[9] Eliane Brum. Brasil, construtor de ruínas, p. 300.

[10] Donna Haraway. Habitar a barriga do monstro. In: Débora Danowski; Eduardo Viveiros de Castro; Rafael Saldanha (Org.). Os mil nomes de Gaia. Do Antropoceno à idade da Terra, vol. 1, p. 428 (entrevista concedida a Juliana Fausto, Eduardo Viveiros de Castro e Déborah Danowski).

[11] Eliane Brum. Brasil, construtor de ruínas, p. 67.

[12] Ibidem, p. 67.

[13] Ibidem, 61-63. Veja ainda: Dom Ervin Krautler. Servo de Cristo Jesus. Memórias de luta e esperança. São Paulo: Paulinas, p. 117-121.

[14] Eliane Brum. Banzeiro Òkòtó, p. 80.

[15] Eliane Brum. A Amazônia dos fungos. Sumaúma, 04 de outubro de 2023: Acesse aqui.  (acesso em 12/06/2026).

[16] Ibidem.

[17] Anna L. Tsing. Viver nas ruínas. Brasília: IEB Mil Folhas, 2019, p. 149.

[18] Eliane Brum. Banzeiro Òkòtó, p. 21.

[19] Ver também: Eliane Brum. Banzeiro Òkòtó, p. 272.

[20] Para ver o documentário acesse aqui. (acesso em 12/06/2026).

[21] Eliane Brum. Banzeiro Òkòtó, p. 111 e 113.

[22] Eliane Brum. Brasil, construtor de ruínas, p. 8.

[23] Eliane Brum. Banzeiro Òkòtó, p. 10.

[24] Para ver o relatório acesse aqui. (acesso em 15/06/2026).

[25] Eliane Brum. Banzeiro Òkòtó, p. 124.

[26] Eliane Brum. A Amazônia dos fungos.

[27] Noemia Kazue Ishikawa et alii. Brilhos na floresta. Manaus: Valer Editora/EditoraINPA, 2019.

[28] Anna L. Tsing. O cogumelo do fim no fim do mundo. São Paulo: n-1 Edições, 2022; Merlin Sheldrake. A trama da vida. São Paulo: UBU, 2021.

[29] Eliane Brum. A Amazônia dos fungos.

[30] Ibidem.

[31] Ailton Krenak. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019, p. 32.

[32] Dentre as diversas lives em que participou Eliane Brum eu aconselho duas: a primeira em entrevista com o rabino Nexton Bonder: “Escrevo para não matar e não morrer”; a segunda com Bruno Torturra “Vivendo o fim no Centro do Mundo. Um passeio com Eliane Brum em Altamira”.

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