Modelos de IA da Google a serviço das forças armadas dos EUA

Foto: Goh Rhy Yan/Unsplash

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01 Mai 2026

Mais de 600 trabalhadores da Google dirigiram uma carta ao CEO da Alphabet, Sundar Pichai, conhecida no início desta semana, na qual instavam a entidade a renunciar ao fornecimento de modelos de inteligência artificial às forças armadas dos Estados Unidos da América.

A reportagem é publicada por 7Margens, 29-04-2026. 

A iniciativa dos funcionários, entre os quais também diretores e vice-presidentes da empresa, foi desencadeada na sequência da divulgação de negociações que estariam em curso, entre a Alphabet e o Departamento de Guerra.

“No atual estado das coisas, não há como garantir que as nossas ferramentas não serão usadas para causar danos terríveis ou corroer as liberdades individuais, longe dos nossos olhos”, comentou, sob anonimato, um dos quadros da empresa, em declarações difundidas pela Agência France Presse e publicadas num artigo de Le Monde.

Segundo o site Gizmodo, a carta refere a dado passo: “Queremos que a IA beneficie a humanidade, e não que seja usada de forma desumana ou extremamente prejudicial. Isso inclui armas autónomas letais e vigilância em massa, mas vai muito além”.

A tomada de posição, que vale por si própria, tendo em conta as operações militares em que os EUA se encontram envolvidos, acabou, aparentemente, por não produzir efeitos.

De fato, vários meios de informação acabam de anunciar que um acordo sigiloso sobre IA foi já assinado, ainda que nenhuma das partes tenha surgido a confirmar.

Esta notícia surge num clima de crescentes pressões sobre os principais grupos de IA para que facilitem o uso das suas ferramentas e modelos para vigilância e aplicações militares.

Como lembra o jornal The Guardian, já no ano passado, Alphabet, o proprietário da Google, alterou as normas éticas da empresa, deixando cair a proibição do uso de IA para armas e ferramentas de vigilância e deixando de prometer que a empresa não apostaria em “tecnologias que causem ou provavelmente possam vir a causar danos gerais”.

“No início deste ano, refere o Gizmodo, a Anthropic, que na época era a única grande empresa de IA que trabalhava com o Pentágono em sistemas confidenciais, enfrentou um impasse nas negociações com o Departamento de Defesa depois que autoridades pressionaram por uma linguagem que permitisse o uso de sua tecnologia para ‘qualquer finalidade legal’”, envolvendo os principais pontos de discórdia “potenciais usos ligados à vigilância doméstica e a sistemas de armas autónomas”.

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