Teólogo alerta contra a ideologização da "Velha Missa"

Foto: Grant Whitty/Usplash

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29 Abril 2026

O debate em torno da chamada "Missa Antiga", segundo o teólogo de Mainz, Oliver Wintzek, vai muito além de uma disputa sobre formas litúrgicas. Em um artigo publicado no jornal Herder Korrespondenz (maio), ele descreve o conflito como uma "guerra cultural interna da Igreja". A liturgia, argumenta ele, muitas vezes serve como um marcador para movimentos conservadores, tradicionalistas ou fundamentalistas. De acordo com Wintzek, ela funciona em parte como um veículo para agendas políticas e eclesiásticas. Estas incluem o combate a uma "ideologia de gênero", a suposta preservação da "família tradicional" com sua clara divisão de papéis e a narrativa de um "ensinamento da Igreja para todos os tempos".

A informação é publicada por Katholisch, 28-04-2026.

O teólogo vê por trás disso uma oposição fundamental às modernizações liberais e às conexões políticas com posições identitárias e aspirações totalitárias. Ele cita o Papa Pio X como uma figura histórica de referência, cujo antimodernismo continua a ter impacto nos dias de hoje. Mesmo termos como "Missa Antiga" ou "Missa de todos os tempos" não são neutros, mas sim expressões de lutas teológicas em torno da interpretação. Wintzek rejeita a noção de um rito inalterado. A liturgia, argumenta ele, cresceu historicamente e está sujeita a um desenvolvimento contínuo.

Wintzek critica a prática atualmente comum de celebrar a missa voltado para a congregação em vez do povo. Ele argumenta que isso oferece "oportunidades muito maiores para a autopromoção clerical personalizada", porque o foco pode ser deslocado mais facilmente do fiel para a congregação. Ao mesmo tempo, Wintzek defende uma apreciação mais matizada da liturgia antiga. Essa forma de culto, diz ele, é uma obra de arte historicamente desenvolvida e pode abrir espaços para a fé e a oração pessoais. Fundamentalmente, ele enfatiza que a celebração da missa não deve sobrecarregar com supostas certezas, mas sim possibilitar a fé dentro de uma modernidade secular.

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