Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Fernández: Papa Leão XIV dá continuidade ao caminho iniciado por Francisco

Foto: Vatican Media

Mais Lidos

  • “Meu pai espiritual, Santo Agostinho": o Papa Leão XIV, um ano depois. Artigo de Carlos Eduardo Sell

    LER MAIS
  • A mineração de terras raras tem o potencial de ampliar a perda da cobertura vegetal nas áreas mineradas, além de aumentar a poluição por metais tóxicos e elementos químicos radioativos que são encontrados associados às terras raras, afirma o pesquisador da UFRGS

    Exploração de terras raras no RS: projeto põe recursos naturais em risco e viabiliza catástrofes. Entrevista especial com Joel Henrique Ellwanger

    LER MAIS
  • EUA e Irã: perto de um acordo? O que se sabe sobre as negociações nos bastidores para pôr fim à guerra?

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

17 Abril 2026

O cardeal Víctor Manuel Fernández, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, considera desonestas as alegações de que o Papa quer reverter as conquistas de seu antecessor, o Papa Francisco. Leão tem reiteradamente enfatizado sua intenção de dar continuidade ao trabalho de Francisco, declarou Fernández ao jornal italiano "Il Giornale" na segunda-feira. Cada papa tem seu próprio estilo e prioridades: "Leão e Francisco têm muito em comum; em vez de construir contrastes, devemos reconhecer sua complementaridade", afirmou o prefeito.

A reportagem é publicada por Katholisch.de, 16-04-2026.

O pontificado de Francisco (2013-2025) terá sido apenas uma fase intermediária infeliz para aqueles que "rejeitaram todos os seus ensinamentos ou os aceitaram apenas superficialmente", disse Fernández, criticando-os por ignorarem a continuidade da doutrina. Ele vê como um sinal de que Francisco não falhou o fato de Leão XIV ter convocado os presidentes das conferências episcopais para retomar a recepção da Amoris Laetitia. O documento havia gerado um amplo debate em abril de 2016, particularmente em relação ao tratamento de divorciados recasados. Além disso, Leão XIV havia instado os cardeais, antes do consistório deste ano, a relerem o documento de Francisco, Evangelii Gaudium.

Questionado sobre uma decisão que não podia ser adiada, o cardeal explicou: "Que nos deixemos guiar pelo Espírito Santo – sem medo, sem resistência e sem nos apegarmos ao familiar". Isso não significava, porém, apegar-se às próprias "novidades". Conservadores e progressistas devem lutar por isso, pois todos tendem a "se fechar em seus padrões e desejos". Isso não é liberdade de espírito, afirmou o prefeito.

Leia mais