Argentina: paralisação geral contra reforma trabalhista de Milei tem forte adesão com bloqueios de rodovia pela manhã e papel destacado de parlamentares da esquerda, como Myriam Bregman

Foto: Carlos Sainz Ochoa | Emergentes

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19 Fevereiro 2026

Neste dia 19, a Câmara de Deputados argentina confirmou a votação da reforma trabalhista de Javier Milei, que prevê o aumento de jornada para 12h, banco de horas, salários móveis, descontos por adoecimento, entre outros ataques aos direitos dos trabalhadores. Um ataque que retrocede as relações trabalhistas na Argentina para o século XIX e que está sendo tratada como uma “modernização” por parte da patronal e do governo de extrema-direita.

O release é enviado por Esquerda Diário, 19-02-2026. 

A medida foi aprovada no Senado na semana passada, com um forte operativo policial para reprimi r a mobilização que se deu em resposta e expressou uma raiva generalizada na população, que travou uma resistência às forças repressivas. Diante desse rechaço massivo, a Central Geral dos Trabalhadores (CGT), que negociou pontos da reforma que afetam seus pagamentos, se viu obrigada a convocar uma paralisação geral para o dia de hoje, mas sem mobilizar ativamente nos locais de trabalho.

A mobilização desta quinta-feira começou com paralisação em pontos estratégicos da economia argentina. Os transportes públicos estão parados na Região Metropolitana de Buenos Aires e outras províncias, além de trabalhadores da saúde, da educação, do saneamento, do comércio, dos bancos, além de portuários, entre outras categorias, como os trabalhadores da fábrica de pneus FATE, que ocupam a planta contra demissões ocorridas nesta quarta-feira, 18.

Também ocorreram pela manhã fortes bloqueios de rodovias, como a Panamericana. Às 12h, está prevista uma manifestação massiva em frente ao Congresso convocada por setores combativos, da esquerda, junto às categorias paralisadas no dia de hoje. A destacar o papel do Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS), que compõem a Frente de Esquerda e dos Trabalhadores - Unidade (FIT-U) junto a outras organizações da esquerda socialista, que vem tomando a frente das convocações e exigindo das burocracias sindicais uma paralisação ativa. Com os deputados do PTS, Myriam Bregman e Nicolás del Caño, como porta-vozes da convocação em frente ao Congresso, denunciam a cumplicidade do peronismo ao votar a favor desta proposta que atenta contra conquistas históricas dos trabalhadores. A deputada Bregman denuncia a reforma trabalhista como uma reforma escravista e autoritária, chamando a realizar um Cordobaço do Século XXI, unindo os trabalhadores efetivos, informais e precarizados, em uma só força para derrotar essa reforma do século XIX.

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