O Conselho empresarial de Trump. Artigo de Tonio Dell'Olio

Foto: Reprodução/Captura de tela CNN

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24 Janeiro 2026

"O funcionamento do Conselho, de fato, assemelha-se muito mais ao de uma empresa do que ao de um órgão democrático. Se me for permitido continuar a sonhar, espero que justamente essa proposta acabe por gerar a vontade de uma reforma em sentido democrático das Nações Unidas para evitar o risco de derivas imperialistas como essa do Conselho da Paz", escreve Tonio Dell'Olio, padre italiano, jornalista e presidente da associação Pro Civitate Christiana, em artigo publicado por Mosaico di Pace, 22-01-2026. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

Por anos imaginamos, sonhamos e propusemos uma reforma de viés democrático das Nações Unidas. A referência é principalmente ao Conselho de Segurança. Agora chega Trump, que pela ONU não tem a mínima consideração, e propõe um "conselho da paz". Mas a questão é: a que “conselho” se refere? E a que "paz"? O conselho é composto por nações mais ou menos complacentes que ele convida, e a paz é aquela que ele mesmo impõe como, quando e onde ele quer.

De fato, segundo o estatuto, Trump, como Trump e nem mesmo como presidente dos EUA, torna-se seu CEO (mas a mandato de quem?) e, quando assim decidir, nomeará um seu sucessor. Não nasce em função de Gaza, mas é mais "um organismo com vocação global", como o define o embaixador Pasquale Ferrara no editorial do jornal Avvenire.

De fato, o estatuto também afirma que se trata de "uma organização internacional que visa promover a estabilidade e garantir uma paz duradoura em áreas afetadas ou ameaçadas por conflitos".

Portanto, trata-se de substituir o Conselho de Segurança, fruto do acordo entre os governos que participaram da elaboração da Carta em 1944, por um órgão de súditos submissos à vontade do imperador.

O funcionamento do Conselho, de fato, assemelha-se muito mais ao de uma empresa do que ao de um órgão democrático. Se me for permitido continuar a sonhar, espero que justamente essa proposta acabe por gerar a vontade de uma reforma em sentido democrático das Nações Unidas para evitar o risco de derivas imperialistas como essa do Conselho da Paz.

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