Declaração final da Cúpula dos Povos pede demarcação de TIs e mais recursos para o clima

Foto: Alaor Filho I Fotos Públicas

Mais Lidos

  • Pio X e a “participação ativa”: a diferença sagrada entre celebrar e presidir. Artigo de Andrea Grillo

    LER MAIS
  • O intelectual catalão, que é o sociólogo de língua espanhola mais citado no mundo, defende a necessidade de uma maior espiritualidade em tempos de profunda crise

    “O mundo está em processo de autodestruição”. Entrevista com Manuel Castells

    LER MAIS
  • Trump usa a agressão contra a Venezuela para ameaçar os governos das Américas que não se submetem aos EUA

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

17 Novembro 2025

A entrega da Declaração Final da Cúpula dos Povos para o presidente da COP30, André Corrêa do Lago encerrou oficialmente o evento neste domingo (16/11). Carta aponta os responsáveis pela crise climática, rejeita falsas soluções de mercado e propõe um projeto político orientado pelo internacionalismo popular e pelo feminismo.

A informação é publicada por ClimaInfo, 16-11-2025. 

O texto aponta as empresas transnacionais, como as indústrias de mineração, energia, armas, agronegócio e big techs, como as principais responsáveis pela catástrofe climática. Também exige a demarcação de Terras Indígenas (TIs) e de outros Povos Tradicionais; reforma agrária e fomento à agroecologia; fim do uso de combustíveis fósseis; financiamento público para uma transição justa, com taxação das corporações, agronegócio e dos mais ricos; e fim das guerra, cita a Carta Capital e Estado do Pará Online.

Também foi entregue às autoridades uma carta da Cúpula das Infâncias, lida pelas crianças no encerramento. Os adultos devem fazer a sua parte, porque estamos fazendo a nossa, diz o texto.

Segundo o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, a participação da sociedade civil em peso na Cúpula dos Povos fortalece a posição do Brasil nas negociações, contam Brasil 247 e g1. É uma negociação superdifícil, mas saber que a sociedade civil mundial tem voz em Belém é absolutamente sensacional. Por isso, eu agradeço a vocês esse trabalho que eu registrarei amanhã na abertura da reunião de alto nível que começa amanhã na COP, afirmou.

O secretário-geral da Presidência, Guilherme Boulos, respondeu a um dos tópicos levantados pelos indígenas, sobre a implementação do Plano Nacional de Hidrovias. O decreto institui empreendimentos públicos federais do setor hidroviário nos rios Madeira, entre Rondônia e Amazonas; Tocantins, entre Pará e Tocantins; e Tapajós, no Pará.

Boulos afirmou que não haverá implementação de projetos no rio Tapajós sem consulta aos Povos da região. Criaremos na Secretaria-Geral da Presidência da República uma mesa de diálogo com todos esses Povos para recebê-los em Brasília e construir a solução, reforçou.

Evento paralelo à COP30, a Cúpula dos Povos contou com a participação de mais de 1,2 mil organizações e movimentos populares do Brasil e de mais de 60 países. Durante cinco dias, 70 mil pessoas participaram de debates sobre propostas para combater a crise climática e ambiental do ponto de vista social e dos Povos Originários, das juventudes periféricas, além dos trabalhadores, destaca a Agência Brasil.

Leia mais