No mundo às avessas. Artigo de Tonio Dell'Olio

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03 Outubro 2025

"Quantas resoluções da ONU Israel não respeitou desde 1948? Quantas violações que nunca foram julgadas ou punidas? E hoje nos encontramos quase na posição de pedir desculpas ao governo israelense porque pessoas que impropriamente os jornais rotulam como "desobedientes" decidem ir até a costa da Faixa de Gaza para prestar um pouco de ajuda a uma população desesperada", escreve Tonio Dell'Olio, padre italiano, jornalista e presidente da associação Pro Civitate Christiana, em artigo publicado por Mosaico di Pace, 02-10-2025. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o artigo.

No mundo às avessas em que estamos completamente imersos, parece-nos completamente normal chamar as tripulações da Flotilha Global Sumud à responsabilidade para que não forcem o bloqueio naval israelense, não coloquem suas vidas em perigo, não criem uma crise internacional.

Na verdade, todos estão prontos para admitir que aquela frota atua na mais rigorosa conformidade com as normas internacionais de navegação e do direito. O escândalo, ao contrário, está do outro lado, ou seja, da parte do governo israelense e de suas forças armadas, que violaram e continuam a violar todas as normas do direito internacional e provocaram um genocídio sem precedentes.

Se tivéssemos levantado nossas vozes com a mesma determinação contra as decisões desumanas daquele governo, talvez tivéssemos ao menos reduzido o dano. Quantas resoluções da ONU Israel não respeitou desde 1948? Quantas violações que nunca foram julgadas ou punidas? E hoje nos encontramos quase na posição de pedir desculpas ao governo israelense porque pessoas que impropriamente os jornais rotulam como "desobedientes" decidem ir até a costa da Faixa de Gaza para prestar um pouco de ajuda a uma população desesperada.

É exatamente isso que os governos de países democráticos ao redor do mundo deveriam ter feito há tempo, e não ousaram. Por essa razão, só podemos ficar do lado daqueles que navegam em direção à aplicação da lei e nem sequer pensam em violá-la.

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