Padre Faltas: "Onde está a comunidade internacional? Onde estão os direitos humanos?"

Foto: Khames Alrefi/Anadolu Ajansi

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05 Setembro 2025

  • A situação em Gaza é terrível. Pessoas continuam morrendo. Morrem de fome, sede, calor. É uma situação verdadeiramente desumana. Onde está a comunidade internacional? Onde estão os direitos humanos?

  • Padre Ibrahim Faltas, frade franciscano da Custódia da Terra Santa, está na Itália para uma série de iniciativas.
  • Em Gaza, as crianças estão fora da escola há dois anos. Elas estão privadas de tudo: escola, assistência médica, sem médicos, sem remédios. E não conseguem nem brincar.

  • Uma situação que afeta mais do que apenas Gaza: Belém, diz o padre Faltas, "tornou-se uma prisão a céu aberto".

A informação é publicada por Agência Sir e reproduzida por Religión Digital, 04-09-2025.

"A situação em Gaza é terrível. Pessoas continuam morrendo, morrendo de fome, sede, calor; é uma situação verdadeiramente desumana. Onde está a comunidade internacional? Onde estão os direitos humanos?" Este é o testemunho do Padre Ibrahim Faltas, frade franciscano da Custódia da Terra Santa. Na Itália para uma série de iniciativas, ele se reuniu recentemente com o Conselho da Juventude Mediterrânea, uma organização com sede em Fiesole.

Recebido pela redação da Toscana Oggi, ele concedeu uma longa entrevista que será publicada, em vídeo e no semanário, nos próximos dias.

"No dia 1º de setembro", diz ele, "abrimos escolas em toda a Terra Santa, Belém, Jerusalém, mas em Gaza, as crianças estão sem escola há dois anos. As crianças estão privadas de tudo: escola, assistência médica, sem médicos, sem remédios. E também não podem brincar. São crianças que só viram guerra, fuga, refúgio, desastres, escombros."

O Padre Faltas também recorda a peregrinação dos bispos toscanos a Jerusalém e Belém em junho passado: "A visita dos bispos toscanos foi um gesto. Todos apreciaram esta visita, da qual ainda se lembram." Esta situação não afeta apenas Gaza: Belém, diz o Padre Faltas, "tornou-se uma prisão a céu aberto. Com os postos de controle fechados, antes da guerra muitos trabalhavam em Israel, tinham permissão para ir trabalhar todos os dias; agora não têm essas permissões, não trabalham, não saem, além daqueles que trabalhavam no setor do turismo e estão desempregados há dois anos."

Os cristãos também estão sofrendo: "Os cristãos", diz ele, "estão deixando Belém. 185 famílias partiram, estamos falando de mais de 700 pessoas. Se isso continuar, realmente não sobrará nenhum cristão."

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